*Da Redação Dia a Dia Notícia
Um dos suspeitos presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um salto de rope jump no interior de São Paulo falou pela primeira vez após deixar a prisão. João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva teve a prisão revogada pela Justiça nessa quarta-feira, 08, após a Polícia Civil concluir que não havia elementos para indiciá-lo no caso.
Em entrevista à EPTV, João descreveu como foi o período em que permaneceu preso e afirmou que viveu dias de muita angústia.
“É um sentimento de angústia constante. Um sentimento aterrorizante, até porque a gente não tem notícias de como as coisas estão, o que está acontecendo. É extremamente angustiante. Graças a Deus, agora estou mais aliviado”, declarou.
Segundo as investigações, João trabalhava na parte inferior da ponte e era responsável por retirar os equipamentos dos participantes após os saltos. Após o acidente, ele foi até Maria Eduarda para verificar se havia sinais vitais e acionou o resgate.

Inicialmente, João havia sido preso sob suspeita de ocultação de provas, devido ao desaparecimento da câmera utilizada pela vítima durante a atividade. No entanto, a Polícia Civil descartou essa hipótese ao longo das investigações.
“Eu estava prestando um serviço. Minha parte era ficar só na parte de baixo da ponte. Foi aterrorizante. Agora me sinto mais aliviado. Graças a Deus, tudo se solucionou”, afirmou.
Gabriel Barros Martins também teve a prisão revogada. Conforme a investigação, ele era responsável por acompanhar a descida dos participantes após o salto e preparar os equipamentos para a próxima atividade. A polícia concluiu que ele não teve participação, intencional ou culposa, na morte da jovem.
Em nota, a defesa de Gabriel criticou a rapidez com que a prisão foi decretada e classificou como desproporcional o tempo que o investigado permaneceu detido.
Apesar da soltura dos dois suspeitos, outras quatro pessoas seguem presas e foram denunciadas pelo Ministério Público. Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves respondem por homicídio com dolo eventual qualificado por motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Já Evelyne dos Santos Gonçalves foi denunciada por homicídio com dolo eventual qualificado por omissão imprópria e fraude processual.
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu no dia 13 de junho durante um evento de rope jump realizado na chamada Ponte do Esqueleto, entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. A jovem escolheu a modalidade conhecida como “aviãozinho”, em que o participante é lançado pelos instrutores, mas acabou sendo arremessada sem estar presa à corda de segurança. O evento reuniu cerca de 100 participantes e cobrava R$ 180 por salto.
