Manaus, sábado 28 de março de 2026
Pesquisar

booked.net

STF condena irmãos Brazão a 76 anos de prisão pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

*Da Redação Dia a Dia Notícia

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) fixou, nesta quarta-feira, 25, as penas dos cinco réus condenados por planejar o assassinato da vereadora Marielle Franco, de seu motorista, Anderson Gomes, e pela tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, em março de 2018, no Rio de Janeiro. O julgamento, iniciado na terça-feira, 24, foi concluído hoje com a condenação unânime dos acusados, cujas penas variam de 9 a 76 anos de reclusão.

Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão foram condenados por organização criminosa armada, dois homicídios qualificados e um homicídio qualificado tentado com pena de 76 anos e três meses de prisão e 200 dias-multa cada. O ex-policial militar Ronald Paulo de Alves recebeu 56 anos de reclusão pelos dois homicídios qualificados e pela tentativa. Já Robson Calixto Fonseca foi condenado a nove anos de prisão por integrar organização criminosa armada.

No caso do delegado Rivaldo Barbosa, o STF afastou a acusação de participação direta nos homicídios e o condenou por obstrução de Justiça e corrupção passiva, fixando pena de 18 anos de reclusão e 360 dias-multa.

Como efeitos da condenação, o Supremo decretou a perda dos cargos públicos de Domingos Brazão, Rivaldo Barbosa, Ronald Paulo e Robson Fonseca, além da suspensão dos direitos políticos de todos os réus até oito anos após o cumprimento das penas. A prisão preventiva foi mantida para garantia da ordem pública até o trânsito em julgado.

Durante o julgamento, o relator Alexandre de Moraes foi acompanhado pelos demais ministros da Turma. Cristiano Zanin afirmou que a punição é essencial em casos de graves violações de direitos humanos e apontou que as provas revelam a atuação de uma organização criminosa com forte influência em estruturas do Estado. A ministra Cármen Lúcia destacou o caráter misógino do crime e manifestou solidariedade às famílias, ressaltando que a corrupção em instituições de segurança compromete a confiança na Justiça. Já Flávio Dino afirmou que as delações dos executores Ronnie Lessa e Élcio Queiroz são convergentes e corroboradas por provas, além de criticar a condução inicial das investigações, que, segundo ele, foi deliberadamente prejudicada.

Entre no nosso Grupo no WhatsApp

Antes de ir, que tal se atualizar com as notícias mais importantes do dia? Acesse o WhatsApp do Portal Dia a Dia Notícia e acompanhe o que está acontecendo no Amazonas e no mundo com apenas um clique

Você pode escolher qualquer um dos grupos, se um grupo tiver cheio, escolha outro grupo.