Manaus, quarta-feira 15 de julho de 2026
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Seca diária deixa nível abaixo do normal nos principais rios do AM

*Da Redação do Dia a Dia Notícia

A seca causada pela estiagem severa diminuiu a profundidade abaixo do normal dos rios Amazonas, Negro, Solimões e Madeira, principais vias fluviais da Amazônia. A constatação é do Serviço Geológico do Brasil, que divulga o 36º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas.

Nessa região hidrográfica o “processo de declínio” dos rios é de 14 centímetros diários, em média, no município de Parintins (AM), e 12 centímetros em Óbidos, no Pará. Em Itacoatiara (AM), a descida do nível do rio tem sido maior e a cota registrada está 3 metros abaixo da normalidade para o período.

Na Bacia do Rio Negro, as águas desceram, em média, 14 centímetros por dia em São Gabriel da Cachoeira e 12 centímetros em Barcelos. Em Manaus, as variações estão na ordem de 25 centímetros ao dia. Na orla da capital, o rio está 2,60 metros abaixo do “intervalo da normalidade” para a época. Neste terça-feira (10), a profundidade é 17,47m no Porto de Manaus – o rio secou 26m desde o dia 1º de setembro. Na segunda-feira (9), o nível foi de 17,73m.

Na comparação com 2023, no dia 10 de setembro a cota do Rio Negro em Manaus foi de 21,72m. Naquela data, a vazante foi de 25 metros desde o dia 1º.

O Rio Solimões em Tabatinga atingiu seu menor nível de menos 135 centímetros, na terça-feira (3), mas houve oscilações com pequena elevação de 4 centímetros. As demais estações do Solimões, monitoradas pelo Serviço Geológico do Brasil, apresentam descidas médias diárias de 6 centímetros em Fonte Boa e 25 centímetros em Manacapuru.

Na segunda-feira (9), o Rio Madeira, em Porto Velho, atingiu a cota de 0,96 metros, o menor nível observado desde o início da série histórica do Serviço Geológico Brasileiro em 1967, há 57 anos. Em Humaitá, o Madeira apresenta declínios médios de 7 centímetros ao dia, mas os níveis são considerados baixos para a época.

O boletim também informa que, no período de 5 de agosto a 3 de setembro de 2024 permanece o quadro de chuvas “abaixo da climatologia na região monitorada com déficit de precipitação” sobre a quase totalidade das bacias monitoradas na parte ocidental da Amazônia.

Nota

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