*Da Redação Dia a Dia Notícia
O governador do Amazonas, Roberto Cidade (UB), entregou nesta terça-feira, 27, um espaço de acolhimento destinado a mulheres indígenas atendidas pela Maternidade Balbina Mestrinho, em Manaus. Localizada na Casa de Apoio da unidade, a estrutura funcionará 24 horas por dia e terá capacidade para receber até 14 mulheres simultaneamente.
Espaço oferece suporte durante internação dos bebês
O local foi criado para oferecer acolhimento humanizado às mães indígenas que precisam permanecer na capital durante o atendimento materno e o acompanhamento dos filhos internados. A proposta é garantir condições adequadas de permanência, respeitando as particularidades culturais das pacientes.
Durante a entrega, Roberto Cidade destacou que muitas mulheres chegam a Manaus sem contar com familiares ou um local adequado para ficar enquanto os filhos recebem atendimento médico.
“Essas mães vão poder ficar aqui, acompanhar a evolução dos seus filhos e, no momento em que essas crianças tiverem alta, elas poderão retornar para suas comunidades, suas aldeias e seus municípios”, afirmou.
O governador mencionou que conversou com mulheres vindas de municípios como Parintins, Tabatinga e Maués. Segundo ele, a iniciativa busca ampliar o suporte oferecido às pacientes indígenas que precisam se deslocar de suas comunidades para receber atendimento na capital.
Governo destaca atenção à saúde indígena
Durante o pronunciamento, Cidade ressaltou a importância de ampliar a assistência à população indígena do Amazonas e defendeu um atendimento sensível às diferenças culturais e linguísticas.
O governador também mencionou a necessidade de atenção à saúde materno-infantil e afirmou que dificuldades no acesso ao pré-natal estão entre as questões que precisam ser enfrentadas. Ele destacou ainda que a nova estrutura é a primeira entrega desse tipo realizada pelo governo estadual.
Cidade afirmou que o acolhimento deve fazer parte de uma política de cuidado e responsabilidade com os povos indígenas, considerando as dificuldades enfrentadas por quem precisa sair de suas comunidades para buscar atendimento em Manaus.
