*Da Redação Dia a Dia Notícia
O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), anunciou, nesta quinta-feira, 15, Dia dos Professores, que o Estado vai pagar o abono do Fundeb em 2026. A informação foi divulgada em vídeo publicado nas redes sociais.Além do Fundeb, Roberto Cidade disse que o governo avançou nas tratativas para a realização de concurso público e que o edital deve sair até o fim do ano.
“Hoje dia dos professores, tenho um grande notícia para você pois teremos o pagamento do abono do Fundeb e destaco que pagamos a data base dos profissionais da educação”, disse Cidade, que desejou um excelente Dia dos Professores à categoria.
O governador também garantiu que o concurso público, anunciado por ele logo no começo do mandato, será realizado até dezembro. Segundo Cidade, o certame não pôde prosseguir antes por causa das restrições da legislação eleitoral. Com o fim do processo eleitoral, a Secretaria de Educação retomará os ritos e as normas para a realização do concurso.
Em 2025, o governo anunciou o abono para cerca de 32 mil servidores da rede estadual de educação, entre professores, pedagogos e trabalhadores administrativos. O pagamento foi feito a partir de 27 de dezembro de 2025, com valores definidos de acordo com a carga horária dos profissionais.
Valores pagos em 2025
Os valores variaram conforme a jornada de trabalho. Professores e pedagogos com 20 horas semanais receberam R$ 5.500. Para quem tinha jornada de 40 horas, o valor foi de R$ 11 mil. Os profissionais com 60 horas semanais receberam R$ 16.500.
Os servidores administrativos e ocupantes de outros cargos contemplados receberam R$ 8.250, valor correspondente à referência de 30 horas semanais. Profissionais do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) também foram contemplados, com R$ 5.500.
Como funciona o abono
O Fundeb é a principal política de financiamento da educação básica pública brasileira. A legislação federal determina que pelo menos 70% dos recursos anuais do fundo sejam destinados à remuneração dos profissionais da educação básica em efetivo exercício.
Os 30% restantes devem ser aplicados na compra de equipamentos, ferramentas ou na construção de escolas. Quando o governo não gasta essa parte dos recursos repassados pela União, abre-se a possibilidade de pagar o abono, feito conforme os valores restantes e dividido de acordo com a carga horária de cada profissional.
