*Da Redação Dia a Dia Notícia
Em campanha no segundo turno pelo Governo do Amazonas, o senador Omar Aziz (PSD), relator da PEC que prevê o fim da escala 6×1, poderá deixar temporariamente a agenda eleitoral no estado e seguir para Brasília caso o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decida colocar a proposta em votação, diz colunista Matheus Leitão do site Metrópoles. A realização da sessão, porém, passou a ser cercada de incertezas após o avanço da direita nas eleições e a mudança no cenário político nacional.
A possibilidade de votação ganhou força após Davi Alcolumbre, afirmar nesta terça-feira, 06, que a PEC deve ser votada em primeiro turno na próxima semana. Antes disso, a proposta precisa cumprir cinco sessões de discussão no Plenário.
A PEC 221/2019 prevê reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, além de garantir dois dias de descanso remunerado. O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em setembro, com Omar Aziz como relator.
Atrasos
A tramitação ocorre em um momento de mudança no cenário político após o primeiro turno das eleições. Com Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula (PT) na disputa pela Presidência e Omar concentrado na corrida pelo Governo do Amazonas, a votação da proposta passou a ser acompanhada com mais atenção nos bastidores do Senado.
Ao mesmo tempo, a PEC enfrenta resistência de parte dos parlamentares e sinais de esvaziamento das discussões.
A sessão desta terça-feira teve baixa presença de senadores do PL, o que levantou dúvidas sobre a mobilização em torno da proposta e sobre o ritmo da votação nos próximos dias.
Para ser aprovada, a PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis, o equivalente a três quintos dos 81 senadores, em dois turnos de votação.
