*Da Redação Dia a Dia Notícia
A professora Melissa Leandro Celestino, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), se emocionou ao falar sobre as perdas provocadas pelo incêndio, que atingiu um prédio de pesquisas da instituição, no Recife, na noite dessa quarta-feira, 07. Segundo o reitor Alfredo Gomes, o prejuízo com equipamentos e materiais é estimado em cerca de R$ 100 milhões.
Em entrevista à TV Globo nesta quinta-feira, 08, a professora explicou que o espaço abrigava equipamentos utilizados em pesquisas relacionadas à performance humana, comportamento motor e biomecânica, além de estudos envolvendo esporte, saúde, atividade física, TDAH e autismo.
“São muitos equipamentos, muitos projetos de iniciação científica, mestrado e doutorado”, relatou Melissa.
“Se perdeu tudo”, afirmou a professora, antes de se emocionar. Apesar da perda, Melissa terminou o depoimento com uma mensagem de esperança: “Mas vai dar tudo certo, a gente vai se reerguer.”
O local abrigava laboratórios das áreas de fármacos, genética, informática e computação, além de pesquisas acadêmicas que envolviam amostras e dados acumulados ao longo dos anos.
Não houve registro de vítimas. O Corpo de Bombeiros atuou durante a noite e a madrugada e realizou o rescaldo e os procedimentos de segurança após o controle das chamas.
O caso é o terceiro incêndio registrado em instalações da UFPE em cerca de uma semana.
Em 30 de setembro, um incêndio atingiu um laboratório do Departamento de Física da universidade. Já no domingo, 05, outro fogo foi registrado no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Não houve vítimas nos dois casos, segundo as informações divulgadas sobre as ocorrências.
As causas do incêndio ainda não foram esclarecidas. A Polícia Federal informou que vai instaurar um inquérito para apurar as circunstâncias e as possíveis causas do fogo. Peritos federais foram enviados ao local para realizar exames.
O deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL-PE) afirmou ter recebido relatos de possíveis ameaças direcionadas a estudantes e setores da universidade antes do incêndio e defendeu uma investigação. Até o momento, porém, as autoridades não confirmaram relação entre essas mensagens e o incêndio.
