*Da Redação Dia a Dia Notícia
Uma aeronave parcialmente desmontada, recipientes de combustível e equipamentos aeronáuticos foram apreendidos pela Polícia Civil de Roraima (PC-RR) em dois imóveis de Boa Vista, durante a investigação de um homicídio. A operação, realizada nessa quarta-feira, 14, resultou na prisão em flagrante de quatro pessoas por suspeita de crime ambiental. A polícia procurava uma arma que pode ter sido usada no assassinato de um homem de 41 anos, morto com sete tiros na zona rural.
As buscas foram realizadas pela Delegacia Geral de Homicídios (DGH) em dois imóveis nos bairros Alvorada e Murilo Teixeira Cidade, no conjunto Satélite City.
No primeiro endereço, os policiais encontraram bombonas com líquido azul, recipientes com uma substância identificada inicialmente como combustível de aviação (AVGAS), geradores, motor com características aeronáuticas, peças de avião, munições e balanças. A composição dos líquidos ainda será confirmada por perícia.
No segundo imóvel, foram apreendidos 24 recipientes de combustível, uma aeronave Cessna parcialmente desmontada, descrita nos registros como modelo 182, e um equipamento associado à atividade de garimpo. Ao todo, os dois locais tinham 42 recipientes com capacidade nominal de 50 litros cada, equivalente a 2,1 mil litros de armazenamento. O volume efetivo de combustível, porém, não foi confirmado, pois alguns recipientes estavam vazios ou parcialmente preenchidos.
O homicídio investigado ocorreu na madrugada de 10 de outubro, nas proximidades do Polo São Silvestre, na zona rural de Boa Vista. José Williams Fidelis Farias, de 41 anos, conhecido como Keka ou Queco, foi encontrado com sete ferimentos de arma de fogo na cabeça, no tórax e nos braços. Uma motocicleta estava ao lado do corpo.
A operação contou com apoio da Força Nacional, do Exército Brasileiro e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Os quatro presos foram levados à sede da DGH e autuados com base na Lei de Crimes Ambientais. A fiança foi fixada em R$ 10 mil para cada um.
A PC-RR continua investigando a autoria do homicídio, a origem dos materiais apreendidos e uma possível ligação dos equipamentos com outras atividades ilícitas. A corporação também busca localizar a arma utilizada no crime e apurar a eventual participação de outras pessoas.
*Com informações da assessoria
