*Da Redação Dia a Dia Notícia
O delegado da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Fabiano Rosas, foi preso nessa quinta-feira, 16, em Manaus, suspeito de extorquir R$ 30 mil de um empresário. No momento da ação, ele estava acompanhado de um investigador da PC-AM, também detido. Ele foi detido por ter apreendido a arma de um policial militar que havia sido chamado pelo empresário para fazer a escolta do dinheiro.
De acordo com a Polícia, Fabiano e o investigador, ainda não identificado, teriam ido à uma embarcação atracada na Balsa Amarela, no Porto de Manaus, onde estava o dinheiro. No local, estavam um empresário e um policial militar trabalhando como segurança. Nenhum dos dois foi identificado.
Conforme o delegado Marcelo Martins, do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), disse que empresários relataram ter sido vítimas da abordagem e que o dinheiro foi “apreendido”, mas a ocorrência não foi formalizada oficialmente. Para ele, a ação caracterizou-se como extorsão.
Depois de serem deixados em uma avenida, o policial militar acionou a Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam). A equipe localizou o carro, sem saber que os ocupantes eram policiais civis.
Dentro do veículo estava apenas o delegado, que se recusou a sair. Ele foi retirado à força e algemado pelos militares. Um vídeo feito por uma testemunha mostra Fabiano deitado no asfalto durante a prisão.
O Dia a Dia Notícia solicitou posicionamento da Polícia Civil, que por meio de nota, informou que o caso passou a ser acompanhado pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), por meio da Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial, que acompanhou os procedimentos adotados.
“A partir da apuração inicial, foram reunidos elementos que subsidiaram a lavratura do auto de prisão em flagrante. Os envolvidos permanecem à disposição da Justiça e passarão por audiência de custódia”.
Ainda conforme a PC-AM, foram adotadas medidas administrativas e a Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública foi comunicada, e que realizará a apuração das circunstâncias do caso. “A instituição reforça que não compactua com qualquer desvio de conduta por parte de seus servidores, assegurando que eventuais irregularidades serão apuradas com rigor, nos termos da lei”.
