*Da Redação Dia a Dia Notícia
Após a repercussão da denúncia de que policiais militares interromperam um culto de matriz africana e apreenderam instrumentos religiosos em um terreiro na zona Norte de Manaus, a Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) informou nesta segunda-feira, 29, que instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta dos agentes envolvidos. O episódio aconteceu no último sábado, 27, durante os festejos de São João e do Turco Jatuarana, no Centro Religioso Mina Jêje-Nagô Nossa Senhora da Conceição. A guarnição havia sido acionada por uma denúncia de perturbação do sossego.
Segundo o religioso, a cerimônia, realizada em sua residência, foi interrompida por equipes da Polícia Militar, que teriam determinado o fim imediato do culto e apreendido instrumentos sagrados utilizados na celebração, como tambores, sinos, xequerês e cabaças. Ele afirma ainda que os participantes foram encaminhados à delegacia e classifica a ação como violação da liberdade religiosa. “Infelizmente, apreenderam nossos instrumentos sagrados. Temos uma garantia constitucional”, declarou.
Em resposta às denúncias, a Polícia Militar do Amazonas informou, por meio de nota, que tomou conhecimento do caso e reafirmou que não orienta nem admite qualquer ação contra manifestações religiosas dentro da legalidade. A corporação destacou ainda que o respeito à liberdade de crença é um princípio institucional e que não tolera atos de discriminação ou violência motivados por religião.
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A PM-AM acrescentou que a Diretoria de Justiça e Disciplina instaurou Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias da ocorrência e a conduta dos policiais envolvidos. O caso segue sob investigação, enquanto representantes da comunidade religiosa afirmam que devem acionar órgãos competentes para apuração completa dos fatos e possível responsabilização.
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