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‘Pegamos os métodos e transformamos para a nossa língua”, diz professora da etnia Baré, na Jornada Pedagógica da Educação Escolar Indígena

*Da Redação do Dia a Dia Notícia

A Jornada Pedagógica da Educação Escolar Indígena foi encerrada nesta quinta-feira (5), no bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul de Manaus. Na ocasião, participaram professores dos Espaços de Estudos da Língua Materna e Conhecimentos Tradicionais Indígenas (EELMCTI), como Stanley Sousa, da etnia Baré, que apontou os desafios da educação: “A gente pega os métodos pedagógicos aqui, transforma para a nossa língua e tenta aplicar da melhor forma possível para que haja uma boa aceitação da comunidade escolar indígena”, disse o indígena.

O evento realizado na Divisão de Desenvolvimento Profissional do Magistério (DDPM) da Secretaria Municipal de Educação (Semed), juntou os educadores, dos 22 espaços de estudos, que tiveram a chance de discutir, analisar e opinar com técnicos da Gerência de Educação Escolar Indígena (GEEI) da secretaria, sobre o material pedagógico do professor e da orientação para o planejamento mensal das atividades didáticas com os alunos.

Segundo Stanley Sousa, todo suporte pedagógico é válido, principalmente quando as aldeias são pequenas, que é o seu caso.

“É o segundo encontro que participei e todo ano é bem produtivo. A gente pega os métodos pedagógicos aqui, transforma para a nossa língua e tenta aplicar da melhor forma possível para que haja uma boa aceitação da comunidade escolar indígena. Como a nossa aldeia é pequena e está em fase de crescimento, a gente trabalha conforme a necessidade. A jornada é uma contribuição muito boa, apesar de ser um ensino diferenciado, mas a gente acaba adaptando para a nossa língua”, salientou Sousa.

Foto – Cleomir Santos / Semed

Para a assessora pedagógica Julie Seixas, da GEEI da Semed, a jornada conseguiu alcançar os objetivos com os educadores.

“É necessário que os professores tenham essas informações para que possam realizar um trabalho de forma segura e satisfatória durante o ano letivo. Esperamos que esse trabalho flua da melhor maneira para que a gente tenha bons resultados na gestão do prefeito David Almeida e da professora Dulce Almeida na Semed, pois eles estão empenhados em nos ajudar”, aformou Seixas.

Com total de oito alunos da educação infantil e do 1º ao 9º ano, o Espaço de Estudos da Língua Materna e Conhecimentos Tradicionais Indígenas Poranga Yasaru, na comunidade Boa Esperança, Rio Cuieiras, zona ribeirinha, foi um dos segmentos indígenas que também participaram da jornada.

Nota

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