Nos bastidores do tribunal, Fachin indicou que pretende acompanhar de perto o andamento do caso. O presidente do STF se reuniu na noite de segunda-feira, 09 de março, com o relator do processo, o ministro André Mendonça, para discutir as menções a integrantes da Corte nos materiais analisados na investigação. Entre os nomes citados nas mensagens atribuídas a Vorcaro estão os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Em reunião com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e dirigentes das seccionais da entidade, Fachin reforçou que as apurações não serão interrompidas. De acordo com o ministro, “nada ficará debaixo do tapete” no processo que investiga o caso.
Pressão política
O episódio também ampliou a pressão política sobre o STF. Na segunda-feira, Romeu Zema protocolou no Senado um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes. Com a nova solicitação, o ministro passou a acumular 47 pedidos desse tipo desde 2021.
Levantamento do site Poder360 indica que, no mesmo período, ministros do STF foram alvo de 83 pedidos de impeachment apresentados ao Senado. Moraes lidera a lista, seguido por Gilmar Mendes, com 13 solicitações, e por Dias Toffoli, com 12. O próprio Edson Fachin soma cinco pedidos.
Entre os atuais integrantes da Corte, três ministros apenas Flávio Dino, Cármen Lúcia e André Mendonça não são alvo de impeachment em tramitação.
CPI no Senado
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou um pedido para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado com o objetivo de investigar o possível envolvimento de ministros do STF com o Banco Master.
O requerimento reuniu 35 assinaturas, oito a mais que o mínimo necessário para a abertura da comissão. Entre os parlamentares que apoiaram a iniciativa estão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), e o senador Sergio Moro (União-PR).