Manaus, sexta-feira 23 de outubro de 2026
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Orquestra Sinfônica da Amazônia leva lendas, carimbó e toadas para concerto gratuito neste sábado (03), em Manaus

Foto: Assessoria

*Da Redação Dia a Dia Notícia

A Orquestra Sinfônica da Amazônia (OSA) realiza, neste sábado, 03, às 20h, no Teatro ICBEU, em Manaus, o segundo concerto da ‘Série Amazônia’. Com entrada gratuita, a apresentação reúne a obra “Suíte Holberg”, de Edvard Grieg, e duas estreias mundiais de compositores paraenses, inspiradas em lendas, ritmos e manifestações culturais da região.

Sob regência do maestro Rubens Cláudio, o programa também apresenta o poema sinfônico “Paxiúba”, de João Marcos Palheta, e a “Suíte Cartografias Amazônicas”, de Cibelle Donza. O concerto terá ainda a participação do solista Arley Raiol.

Desta vez, a OSA apresenta uma formação mais intimista, com as cordas em destaque e instrumentos como percussão e flauta incorporados de acordo com as necessidades de cada composição. Para o maestro Rubens Cláudio, a configuração exige outras possibilidades de exploração sonora.

“Quando tenho uma orquestra menor ou uma orquestra de cordas, a minha ‘caixa de lápis de cor’ é menor também. Então, para pintar o quadro, preciso misturar algumas coisas e buscar esses elementos por meio dos instrumentos que tenho”, compara.

Foto: Assessoria

A “Suíte Holberg, Op. 40”, de Edvard Grieg, foi escrita pelo compositor norueguês em homenagem ao dramaturgo Ludvig Holberg e revisita formas e danças antigas associadas ao período barroco. A obra integra a proposta da Série Amazônia de aproximar o repertório internacional de composições inspiradas na cultura regional.

Já “Paxiúba”, de João Marcos Palheta, parte de uma narrativa indígena sobre um homem conhecido pela beleza de sua voz e de seu canto, que acaba transformado em uma palmeira. A partir das raízes da árvore, são produzidas flautas, instrumento que ganha papel central na composição.

“Ela conta poeticamente a história de uma palmeira cujas raízes estão expostas, dando a impressão de que ela caminha pela floresta. Dessas raízes é feita uma flauta. É uma lenda muito bela, que o João Marcos traduziu em música”, explica Nikolay Sapoundjiev, diretor executivo da OSA.

A noite também marca a estreia mundial da “Suíte Cartografias Amazônicas”, de Cibelle Donza. Compositora e maestrina paraense, ela reuniu na obra referências musicais e culturais presentes em sua formação, dividindo a composição em quatro movimentos.

A suíte incorpora elementos de manifestações como o baque acreano, o parixara, o carimbó e a toada amazonense, levando essas referências para a linguagem da música de concerto.

“Ela trouxe as danças da região, a vivência dela, de fato. Tudo isso compõe as experiências que fazem parte do nosso cotidiano. Ela cresceu ouvindo carimbó, ouvindo boi. São quatro movimentos lindos”, afirma Rubens Cláudio.

Orquestra Residente do ICBEU

A Orquestra Sinfônica da Amazônia (OSA) recebe o apoio cultural do ICBEU desde sua fundação, em 2024. A OSA é orquestra residente do Instituto Cultural Brasil–Estados Unidos (ICBEU), parceria que contribui para o fortalecimento e a difusão da música de concerto no Amazonas.

*Com informações da assessoria

Nota

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