O caso aconteceu em março de 2025, no bairro Taquaril, na região Leste da capital mineira, e ganhou grande repercussão nacional. A mulher, de 42 anos, respondia por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Durante o julgamento, a ré confirmou ter cometido o crime e afirmou que agiu após encontrar o homem em cima de sua filha, tentando abusar da criança durante a madrugada.
Segundo o depoimento, ela acordou com gritos, entrando no quarto viu o suspeito com a calça abaixada, tentando impedir a menina de pedir ajuda. Ainda conforme sua versão, a mulher conseguiu arrastar o homem até outro cômodo da casa e o atacou com golpes de faca.
A denúncia do Ministério Público apontava que o crime teria sido cometido com extrema violência, relatando que após o homicídio, o corpo foi levado a uma área de mata e incendiado, com ajuda de um adolescente.
Os jurados, no entanto, acolheram a tese da defesa, que sustentou que a mulher agiu em reação ao abuso contra a filha, afastando as qualificadoras e demais acusações. Com a decisão, considerada soberana no Tribunal do Júri, a ré foi absolvida e teve a liberdade restabelecida.
O caso encerra, em primeira instância, uma das etapas mais marcantes do processo, que gerou debates sobre legítima defesa e proteção de menores no Brasil.