*Da Redação Dia a Dia Notícia
O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu à Justiça Eleitoral do Amazonas, nesta quinta-feira, 15, a abertura de um inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar o vereador Sargento Salazar (PL), eleito deputadoo federal neste ano, e Kidson Maia (PL), ex-candidato a deputado estadual. O pedido foi causado por uma representação criminal da deputada estadual e candidata a vice-governadora Alessandra Campêlo (PSD), que relatou ter sido ameaçada durante um debate eleitoral na TV Norte em Manaus, na última terça-feira, 13.
O requerimento foi assinado pelo promotor eleitoral Jorge Alberto Veloso Pereira, da 1ª Zona Eleitoral de Manaus. O MPE aponta possíveis crimes previstos no Código Penal e no Código Eleitoral, entre eles ameaça, violência psicológica contra a mulher e violência política de gênero.
Segundo o órgão, ainda são necessárias diligências para esclarecer o ocorrido, reunir provas e verificar a eventual responsabilidade dos investigados. O pedido de investigação não significa que os crimes tenham sido comprovados.
Justiça impõe medidas protetivas
Nessa quarta-feira, dia 14, a Justiça Eleitoral já havia determinado que Salazar e Kidson mantenham distância mínima de 200 metros de Alessandra Campêlo e não entrem em contato com ela por telefone, redes sociais ou qualquer outro meio.
A decisão da juíza eleitoral Bárbara Folhadela Paulain também suspendeu a posse dos dois e restringiu o porte de armas de fogo. Eles ainda estão proibidos de permanecer nos bastidores e nas áreas reservadas às comitivas em debates e eventos dos quais a parlamentar participe. A presença em áreas de acesso público está permitida, desde que as demais restrições sejam cumpridas.
A magistrada também ordenou a preservação de imagens e registros relacionados ao episódio.
A TV Norte Amazonas deverá apresentar a gravação integral do debate, imagens brutas, registros de segurança e informações sobre o credenciamento. A empresa responsável pelo Instagram no Brasil também deverá preservar publicações relacionadas ao caso, inclusive conteúdos eventualmente removidos.
Entenda o caso
Durante o debate eleitoral de terça-feira, imagens da transmissão registraram Kidson Maia fazendo um gesto semelhante a um corte no pescoço em direção a Alessandra Campêlo. A parlamentar afirmou ter se sentido ameaçada e procurou a Delegacia da Mulher para registrar um boletim de ocorrência por ameaça de morte.

Questionado por jornalistas, Kidson perguntou se havia provas de que o gesto tinha sido feito e, em seguida, foi retirado do local por um advogado. Salazar, que estava ao lado dele, afirmou que o movimento poderia ter diferentes significados e sugeriu que se tratava de uma provocação relacionada ao resultado eleitoral.
A investigação solicitada pelo MPE deverá esclarecer as circunstâncias do episódio. Após a conclusão das diligências, o procedimento retornará ao Ministério Público Eleitoral, que avaliará as medidas cabíveis.
O requerimento tramita na Justiça Eleitoral sob o processo nº 0600028-85.2026.6.04.0001, que pode ser consultado no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
*Com informações da Revista Cenarium
