*Da Redação Dia a Dia Notícia
A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) realiza a XII Mostra Fotográfica “Entre Rios e Concretos: olhares sobre a Amazônia”, reunindo 36 fotografias produzidas por estudantes da área da saúde. A exposição está aberta para visitação até o dia 18 de junho de 2026, na Biblioteca da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA), em Manaus.
A mostra está disponível para visitação até o dia 18 de junho, das 8h às 18h, na Biblioteca da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA), localizada na avenida Carvalho Leal, no bairro Cachoeirinha.
As imagens expostas são acompanhadas por haikais, poemas curtos de origem japonesa, que complementam os sentimentos e reflexões transmitidos pelos registros fotográficos.

Realizada há dez anos, a atividade integra a disciplina Fotografia Digital Básica e é coordenada pela professora doutora Vilma Melo, com apoio da Unidade de Desenvolvimento Docente e Apoio ao Ensino (Uddae) e da Foto Nascimento.
Segundo a docente, além do aspecto artístico, a fotografia também contribui diretamente para a formação dos estudantes da área da saúde.
“Hoje, para o atendimento por tecnologia, a gente precisa ter essa noção básica de como obter uma boa imagem do paciente”, explicou Vilma Melo ao comentar a importância da observação e da percepção visual na prática profissional.
Os trabalhos apresentados exploram técnicas de composição, iluminação e a prática contemplativa Miksang, método de meditação visual que incentiva um olhar mais atento sobre os detalhes do cotidiano.

A coordenadora da Uddae, professora doutora Adriana Taveira, destacou que a mostra também funciona como um exercício de sensibilidade e reflexão para os estudantes.
“A mostra traz a experiência da fotografia, no dia a dia, como uma maneira de parar, respirar, pensar e refletir sobre o que vemos”, afirmou.
Entre os trabalhos expostos está a fotografia da estudante de Medicina Manuella Cruz, que registrou duas crianças brincando às margens do rio. Segundo a acadêmica, a experiência ajudou a desenvolver um olhar mais atento sobre os pequenos momentos e emoções presentes no cotidiano.
“Perceber que cada instante é um frame e que, se fosse depois, já seria outra foto”, comentou a estudante.
A exposição propõe justamente esse olhar sensível sobre a Amazônia contemporânea, marcada pelo encontro entre rios, concreto, natureza e vida urbana.
