*Da Redação Dia a Dia Notícia
Morreu nesse domingo, aos 74 anos, a jornalista Sônia Carneiro, em Brasília. Com mais de cinco décadas de carreira, ela se destacou na coberta política brasileira e acompanhou acontecimentos históricos, como as Diretas Já, a Assembleia Nacional Constituinte, a CPI de PC Farias e o processo de impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. A causa da morte e as informações sobre o sepultamento não foram divulgadas pela família.
Somente no Jornal do Brasil e na Rádio Jornal do Brasil, onde permaneceu por 32 anos, exerceu diferentes funções até deixar o grupo, em 2003.
A jornalista também atuou em diferentes ocasiões como assessora de comunicação do senador Jaques Wagner (PT).
Durante a carreira, Sônia foi setorista do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto. Entre os episódios de maior repercussão protagonizados pela jornalista está uma coletiva de imprensa realizada em 1992, durante uma onda de boatos sobre a saúde do então presidente Fernando Collor.
Na ocasião, Sônia perguntou diretamente ao chefe do Executivo se ele tinha Aids.
Reconhecimento profissional
Em 1992, Sônia Carneiro recebeu o Prêmio Imprensa Estrangeira, concedido pela Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE), em reconhecimento à atuação profissional.
A jornalista deixa dois filhos, Terence Zveiter e Danniel Zveiter.
