Manaus, domingo 13 de setembro de 2026
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Mensalidades de escolas particulares sobem entre 9% e 12% para matrículas em 2023

*Da Redação do Dia a Dia Notícia

Se a classe média teve, neste fim de 2022, um alívio com a queda da inflação causada principalmente pela redução nos preços dos combustíveis, 2023 será de aperto nas contas para quem tem filho em idade escolar. Levantamento do Grupo Rabbit, consultoria especializada em educação, mostra que as mensalidades escolares devem subir entre 9% e 12% no ano que vem.

É uma alta bem superior aos reajustes aplicados nos últimos dois anos, quando a pandemia obrigou várias escolas a adotarem o regime híbrido. Segundo dados do IBGE, em 2020, os cursos regulares tiveram alta de só 1,13%, refletindo os descontos aplicados no auge da pandemia. Em 2021, a alta foi de 2,64% e, este ano, até setembro, de 7,21%.

— O problema é que, na pandemia, as escolas se endividaram muito. Hoje, 70% têm um nível acentuado de dívida. E mesmo esse reajuste acima da inflação não será suficiente para pagar as dívidas que elas fizeram com os bancos — avalia Christian Rocha, diretor de conteúdo do Grupo Rabbit.

Quase 1.500 escolas

A estimativa para os aumentos de mensalidade da consultoria tem como base a situação de 1.480 escolas de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio de todo o país e considera as necessidades de investimentos, reajustes salariais dos professores e a inflação.

Paulo Presse, coordenador inteligência de mercados da Hoper Educação, acredita que as chamadas escolas premium, direcionadas às classes A e B1, como as que têm ensino bilíngue, vão conseguir repassar o aumento de preços.

Já as demais, conhecidas como escolas de varejo, que atendem à classe média, podem tentar implementar aumentos que não se concretizarão na prática.

— No mercado de conveniência, predomina a necessidade de desconto. Dependendo do aluno, os descontos chegam a 50% do preço da mensalidade — explica. — Há excesso de oferta, com mais escolas ofertando educação básica do que há dez anos.

No Rio de Janeiro, o Colégio Cruzeiro, com unidades no Centro e em Jacarepaguá, informou aos pais que o reajuste para 2023 será de 9,11%. Na Sá Pereira, em Botafogo, a alta será de 11,89% e, no Edem, em Laranjeiras, de 12%.

Nota

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