*Da Redação Dia a Dia Notícia
A mãe de Djidja Cardoso, Cleusimar Cardoso, publicou uma carta aberta sobre a história do salão Belle Femme, em Manaus, nessa segunda-feira, 12. No texto, ela relembra a trajetória do empreendimento, fundado em 2001, destaca a participação da filha na construção da marca e fala da relação com o filho Ademar, defendendo que amar e preservar a memória de Djidja não significa rejeitar o irmão. A publicação ocorre cerca de duas semanas após Cleusimar passar do regime fechado para o semiaberto. Em julho de 2026, ela foi condenada a 10 anos e 11 meses de prisão por crimes relacionados ao tráfico de cetamina em Manaus.
Segundo ela, Djidja cresceu acompanhando a rotina do negócio e, por volta dos 12 anos, passou a ser seu “braço direito”, ajudando em tarefas que iam da divulgação e administração à escolha de produtos e organização da empresa. A mãe também conta que o logotipo da marca foi inspirado no rosto da filha quando ela ainda era criança. As cores escolhidas e o girassol, símbolo do salão, são apresentados como elementos ligados à história da família e a sentimentos como esperança e força.
Cleusimar também dedica parte do texto a Ademar, a quem atribui ensinamentos sobre empreendedorismo, planejamento e organização.
Ela afirma que aprendeu com o filho a valorizar a equipe, inclusive por meio de remuneração justa e bonificações. Ao falar sobre os dois filhos, defende que manter viva a memória de Djidja não significa rejeitar Ademar.
“Amar Djidja não exige rejeitar Ademar”, escreve.
Outro ponto abordado na carta é o uso de seringas para medir produtos no salão. De acordo com Cleusimar, a ideia partiu de Djidja após um curso e tinha como objetivo controlar a quantidade de xampus, condicionadores, máscaras e outros produtos utilizados, evitando desperdícios. A empresária afirma que o termo acabou associado a outras narrativas.
No encerramento, Cleusimar agradece aos funcionários, parceiros, clientes e amigos que continuaram ao lado do Belle Femme durante o período de dificuldades. Ela reforça a importância das pessoas que fizeram parte da trajetória do empreendimento e afirma que a história da família continua sendo construída.
A manifestação foi divulgada após a morte de Djidja, em maio de 2024, que levou a uma investigação sobre o uso de cetamina e outras substâncias.
Em julho de 2026, Cleusimar foi condenada a 10 anos e 11 meses de prisão por crimes relacionados ao tráfico de cetamina.
No dia 28 de setembro, ela passou do regime fechado para o semiaberto e passou a cumprir medidas determinadas pela Justiça, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
