*Da Redação Dia a Dia Notícia
O candidato ao Governo do Amazonas Isael Munduruku (Rede) questionou Maria do Carmo Seffair (PL) sobre a sua atuação no setor de vacinas e a relação política da candidata com o grupo ligado à família Bolsonaro durante o debate da TV Norte/SBT, nesta terça-feira, 22. No confronto, Munduruku perguntou como ficaria a empresa de vacinas de Maria do Carmo caso Flávio Bolsonaro, candidato à presidência pelo PL, fosse eleito e questionou a posição dela sobre vacinação.
O confronto ocorreu durante um duelo livre entre os dois candidatos, no qual cada participante tinha três minutos para fazer perguntas e responder a temas de sua escolha.
Ao abordar a questão das vacinas, Isael Munduruku relacionou a atividade empresarial de Maria do Carmo ao posicionamento político do grupo ao qual ela está ligada. Durante a pergunta, o candidato mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro e questionou a postura adotada durante a pandemia de Covid-19.
“A senhora diz que tem uma empresa de vacina. Sim. Acontece que o seu ídolo nacional, o Bolsonaro, ele não compra vacina, ou comprou em quantidades, ou tardou a logística para chegar essa vacina no país inteiro. O que vai acontecer com a sua empresa de vacina se o Flávio Bolsonaro vencer a eleição?”, questionou.
Em resposta, Maria do Carmo afirmou que acompanhou o período da pandemia e defendeu o respeito à decisão individual sobre a vacinação.
“Eu acompanhei toda a história. Eu acho que respeitar a posição das pessoas quanto a tomar ou não a vacina foi um problema da pandemia. A gente sabe que hoje a vacina tá aí, a gente toma quando quer. Eu mesma tomei, todo mundo tomou, então acho que não vai ter esse tipo de problema.”
Na sequência, a candidata mencionou Flávio Bolsonaro e afirmou que ele também foi vacinado.
“Aliás, o pessoal fala que o Flávio é o Bolsonaro vacinado, porque ele se vacinou, então não vai ter problema.”
Isael então perguntou se Maria do Carmo pretende incentivar seus eleitores a se vacinarem.
“Óbvio, eu sou entusiasta das vacinas, as vacinas estão aí. Eu mesma tomo, não deixo meu calendário ficar devendo nada. É da gripe, todas. Isso é natural”, respondeu.
Durante a pandemia de Covid-19, o ex-presidente Bolsonaro esteve envolto em diversos episódios controversos em relação as vacinas. Em 2021, chegou a questionar publicamente a eficácia dos imunizantes e se mostrou ser contrário ao passaporte vacinal.
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Empresa de vacinas
De acordo com dados da Receita Federal, Maria do Carmo aparece como proprietária da Vacinar Centro de Vacinação LTDA, que possui capital social de R$ 7,6 milhões. A atividade principal da empresa é a prestação de serviços de vacinação e imunização humana.


