Segundo Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando militar iraniano, “o preço depende da segurança regional que vocês desestabilizaram”, em referência aos seus opositores.
Ele também advertiu que bancos que mantêm negócios com os Estados Unidos ou Israel podem ser alvo de novos ataques, e recomendou que civis no Oriente Médio se afastem dessas instituições.
O conflito começou há quase duas semanas e ainda não há trégua e nem sinais de que a navegação pelo Estreito de Ormuz, possa ser retomada com segurança. A interrupção atual representa a pior ameaça ao fornecimento de energia desde as crises do petróleo da década de 1970.
Mais de 30 países anunciaram a liberação de 400 milhões de barris de petróleo para conter a alta dos preços, enquanto o Irã segue pressionando o fornecimento mundial de energia.
Impactos econômicos
Desde o início do conflito, mais de 1.300 civis iranianos morreram, segundo o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani. Ataques iranianos contra Israel já deixaram pelo menos 11 mortos, enquanto duas mortes de soldados israelenses foram registradas no Líbano. Os EUA contabilizam sete militares mortos e cerca de 140 feridos.
Mais três navios mercantes foram atingidos no Golfo Pérsico, elevando para 14 o total de embarcações danificadas desde o início da guerra. Entre elas estão um cargueiro de bandeira tailandesa, um navio de contêineres japonês e outro registrado nas Ilhas Marshall.