Manaus, terça-feira 31 de março de 2026
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Ipaam resgata Macaco-barrigudo em risco de extinção na BR-174, em Manaus

Foto: José Narbaes/Ipaam

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

Um Macaco-barrigudo, espécie classificada como vulnerável à extinção, foi resgatado pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) no km 26 da BR-174, em Manaus, após permanecer por cerca de um mês em um sítio da região sob cuidados de um caseiro. A fêmea, conhecida como ‘Chica’ apresentava comportamento dócil e habituado à presença humana. Segundo relato, o animal foi encontrado com uma corda presa ao corpo e passou a ser alimentado com frutas durante o período em que permaneceu na propriedade.

O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destaca que o acionamento do órgão pela população é fundamental para garantir o resgate seguro e a destinação adequada de animais silvestres, especialmente em casos que envolvem indícios de domesticação ou impossibilidade de retorno imediato à natureza.

“A atuação da população é fundamental nesse processo. Ao identificar um animal silvestre fora do seu habitat ou em situação atípica, é essencial acionar o Ipaam. Esse cuidado evita riscos tanto para o animal quanto para as pessoas e garante que o resgate e a destinação sejam realizados de forma técnica e responsável”, afirmou.

O biólogo da Gerência de Fauna do Ipaam, Gilson Tavernard, explicou que o resgate do animal apresentou características atípicas, tanto pelo local de difícil acesso quanto pelo comportamento do primata, que já demonstrava adaptação ao convívio humano. Segundo ele, a atuação contou com o apoio do responsável pelo imóvel e seguiu os protocolos técnicos de destinação da fauna silvestre.

Foi um resgate incomum, em uma área de difícil acesso, com cerca de oito quilômetros de ramal. O animal já apresentava comportamento dócil e estava habituado ao contato com pessoas, o que indica possível criação em cativeiro. Após o resgate, ele é encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde passa por avaliação clínica e período de quarentena, para que, havendo condições, possa ser reintegrado ao seu habitat natural”, destacou o biólogo.

Sobre a espécie

O macaco-barrigudo é um primata típico da região amazônica, com hábitos arborícolas e dieta baseada principalmente em frutos, folhas e sementes. A espécie desempenha papel fundamental na dispersão de sementes, contribuindo para a regeneração e manutenção dos ecossistemas florestais.

A espécie enfrenta pressões como a perda de habitat e a captura ilegal para criação em cativeiro, fatores que impactam sua conservação. A retirada desses primatas da natureza compromete seu comportamento natural e reduz suas chances de sobrevivência, além de causar impactos ao equilíbrio ambiental.

Destinação do animal

Após o resgate, o animal foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), onde passou por avaliação clínica realizada por médicos-veterinários e biólogos. Nesse processo, foram analisadas as condições de saúde, o comportamento e possíveis sinais de domesticação.

O primata permanece em período de quarentena, conforme protocolos técnicos, e, caso não apresente doenças ou impedimentos, poderá ser reintegrado ao seu habitat natural ou destinado a local adequado, de acordo com avaliação dos órgãos ambientais competentes.

Como acionar o resgate

O Ipaam orienta que, ao identificar animais silvestres em áreas urbanas, a população não realize a captura ou manipulação. O resgate deve ser solicitado à Gerência de Fauna, por meio do WhatsApp (92) 98438-7964, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, com o envio de informações e a localização do animal

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