*Da Redação Dia a Dia Notícia
Uma seção de um foguete Falcon 9, da SpaceX, atingiu a superfície da Lua na madrugada dessa quarta-feira, 05, nas proximidades das crateras Einstein e Bell. De acordo com as informações da NASA, o impacto pode ter formado uma nova cratera com aproximadamente 18 metros de largura e 3,5 metros de profundidade, além de lançar poeira e fragmentos de rocha ao redor da região.
O objeto era o segundo estágio do foguete, estrutura com aproximadamente 14 metros de comprimento, 4 metros de largura e peso estimado em 4 toneladas. No momento da colisão, viajava a cerca de 8,7 mil quilômetros por hora.
A estrutura permanecia no espaço desde janeiro do ano passado, após ser utilizada na missão que lançou os módulos lunares Blue Ghost-1, da Firefly Aerospace, e Hakuto-R, da ispace.
Por que o foguete caiu na Lua?
Segundo a NASA, a trajetória do objeto sofreu alterações ao longo dos meses devido à influência de forças gravitacionais e da atividade solar.
Como o estágio do foguete já não possuía combustível nem sistemas operacionais capazes de controlar sua trajetória, não foi possível realizar uma manobra para impedir a colisão.
A ausência de atmosfera significativa na Lua também faz com que objetos que se aproximam da superfície não sejam desacelerados como ocorreria na Terra.
A agência espacial estima que o impacto tenha liberado energia equivalente à explosão de aproximadamente 2,8 toneladas de TNT.
Impactos artificiais são menos comuns
A Lua é atingida diariamente por meteoroides. Segundo a NASA, objetos naturais capazes de produzir uma energia semelhante à estimada neste impacto atingem o satélite aproximadamente a cada seis dias.
Colisões envolvendo equipamentos produzidos pelo ser humano, entretanto, são menos frequentes. Em 2022, destroços atribuídos a um foguete utilizado em uma missão chinesa atingiram a Lua e formaram duas crateras.
Apesar da velocidade e da energia envolvidas, a agência espacial ressaltou que o episódio não representa risco para a Terra.
NASA deve analisar nova cratera
Telescópios e equipamentos de missões espaciais foram preparados para obter registros da região antes e depois da colisão. A possibilidade de captar imagens depende de fatores como iluminação, posição das espaçonaves e condições orbitais.
Os registros poderão ajudar cientistas a confirmar as dimensões da nova cratera e analisar como a superfície lunar respondeu à colisão.
Segundo a NASA, estudar impactos artificiais também pode fornecer informações sobre a geologia da Lua e contribuir para o planejamento e a segurança de futuras missões de exploração espacial.
