*Da Redação Dia a Dia Notícia
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta sexta-feira, 15, a abertura de uma investigação para apurar supostos direcionamentos de emendas parlamentares a projetos culturais, incluindo o financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A apuração deverá tramitar sob sigilo, segundo decisão do magistrado.
No início deste ano, a deputada federal Tabata Amaral enviou denúncia ao STF, alegando que emendas parlamentares poderiam estar sendo usadas para marketing eleitoral e para financiar o filme sobre o ex-presidente.
Segundo a deputada, existe um grupo de empresas que, embora tenham nomes diferentes, funcionam como uma única organização, compartilhando o mesmo endereço, a mesma infraestrutura e a mesma dona.
Segundo a denúncia, parlamentares do PL teriam destinado cerca de R$ 2,6 milhões em “emendas pix” para uma dessas empresas, que posteriormente teria prestado serviços ligados a campanhas eleitorais por meio de outras companhias do mesmo grupo. Entre os nomes citados estão deputados como Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis e Marcos Pollon, além do ex-secretário de Cultura Mário Frias.
A investigação ocorre no contexto de um inquérito mais amplo sobre a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares. Após receber a denúncia, Flávio Dino solicitou manifestações da Câmara dos Deputados e dos parlamentares citados. Em nova decisão, o ministro retirou o caso do processo principal e abriu uma investigação separada, de caráter sigiloso, para aprofundar a análise dos fatos.
