A condenação do cantor foi mantida por unanimidade em segunda instância pela 1ª Turma de Direito Penal do TJ-PA. O processo corre sob sigilo e trata de crimes cometidos entre 2007 e 2011, em Belém, quando as vítimas, as duas filhas do cantor, tinham menos de 14 anos. O caso veio à tona em 2019, quando, já adultas, elas decidiram denunciar os abusos.
Na declaração, Melissa fala sobre a repercussão do caso e sobre seus sentimentos nesse momento do processo.
“Me chamo Melissa Mafra e, diante dessa repercussão, pensei em me pronunciar. Não é um assunto fácil. Apesar de ter sido vítima, eu sou combativa, eu lutei. Foram anos de luta e, hoje, eu vivo um luto”.
Em outro momento, acrescentou que ele foi alguém “que por muitos anos eu quis que fosse meu pai, tivesse tido esse papel na minha vida”.
Segundo a Justiça, Bruno Mafra foi condenado a 32 anos de prisão, em regime inicial fechado, por estupro de vulnerável continuado. Apesar da decisão, ele não está preso e afirma ser inocente.
De acordo com a relatora do caso, a desembargadora Rosi Gomes, os relatos das vítimas foram consistentes e detalharam episódios de abuso que envolviam isolamento, manipulação psicológica, exibição de pornografia e atos libidinosos. As investigações apontam ainda que os crimes ocorreram em diferentes locais, como a casa da família e um veículo, e foram corroborados por depoimentos de familiares e laudos periciais.
Nota da defesa
Em nota, a defesa do cantor informou que irá recorrer da decisão e alegou possíveis violações ao devido processo legal, além de manifestar preocupação com a divulgação de informações de um processo que tramita sob sigilo.
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais após o desabafo de Melissa, reacendendo o debate sobre violência sexual dentro do âmbito familiar.