*Da Redação Dia a Dia Notícia
Movidos pela dor e pela indignação, familiares e manifestantes bloquearam a avenida Djalma Batista, nessa sexta-feira (25), para cobrar justiça pela morte da biomédica Giovana Ribeiro da Silva, de 29 anos, grávida de oito meses. Ela morreu após um acidente causado por um buraco na via, uma das mais movimentadas de Manaus.
Com faixas, cartazes e velas, os manifestantes – incluindo familiares de Giovana – cobraram respostas da Prefeitura de Manaus e a instauração de uma CPI do Asfalto. Uma faixa estendida na passarela de pedestres resumia a revolta:
“Minha esposa grávida morreu por causa de um buraco, o prefeito só tapou no dia do velório”.
O protesto ocorreu após a confirmação do laudo técnico do Instituto de Criminalística do Amazonas, que atestou que o buraco na via foi a causa direta do acidente fatal.
Acidente foi causado por buraco
No dia 22 de junho, Giovana e o marido seguiam em uma moto Honda Biz quando colidiram com uma cratera aberta no asfalto. O impacto foi tão violento que ambos foram arremessados.
Giovana, que estava na garupa, bateu contra uma árvore e morreu no local. O Samu tentou um parto de emergência, mas a bebê também não resistiu. O marido da vítima ficou com as duas pernas quebradas.
No dia 23 de junho, um dia após o acidente, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) tapou o buraco, alegando que a obra já estava no cronograma. A família, porém, denuncia que nunca recebeu qualquer auxílio ou apoio do poder público.
