Serei bem direta, embora saiba que muitos adeptos daquela “biritinha” talvez fiquem decepcionados, e talvez nem sigam adiante nesta leitura. Ainda assim, meu conselho é: leia até o fim. Como dizia Galileu Galilei: “A ignorância é a mãe de todos os males”.
Vamos aos fatos. Segundo as evidências científicas atuais, não existe dose totalmente segura para o consumo de álcool.
Esqueça aquela antiga ideia de que o vinho tinto, por conter antioxidantes, teria efeito protetor para a saúde. Hoje sabemos que o álcool presente na bebida acaba neutralizando qualquer possível benefício.
Mas afinal, quais são os riscos?
O consumo de álcool está associado a doenças cardiovasculares, hepáticas e neurológicas, além de alguns tipos de câncer. Entre as consequências mais imediatas, também estão piora da qualidade do sono, prejuízo hormonal, aumento da ansiedade e da depressão, perda de massa magra e alterações metabólicas importantes.
Por outro lado, o álcool não é o único fator relacionado ao adoecimento moderno. Açúcar em excesso, gordura trans, sedentarismo, estresse crônico e exposição constante a substâncias tóxicas também aumentam significativamente o risco de doenças.
Existe uma palavra de que gosto muito: bom senso. E acredito que ela se encaixe perfeitamente nesta conversa.
A bebida alcoólica acompanha a humanidade há milhares de anos. Está presente em celebrações, encontros sociais, tradições culturais e até em contextos filosóficos, políticos e religiosos.
O problema é que, com o passar dos anos, e principalmente com a facilidade de acesso, o consumo deixou de ser ocasional para se tornar frequente e exagerado em muitas situações. E, junto com esse excesso, vieram as consequências metabólicas e mentais que hoje conhecemos tão bem.
Portanto, sugiro não romantizar o álcool, mas aprender a respeitá-lo.
Minha sugestão? Deixe a bebida para momentos realmente especiais. Agora, se o objetivo for um estilo de vida plenamente saudável, talvez faça sentido considerar reduzir drasticamente, ou até retirar o álcool da rotina.
Eu mesma, hoje, consumo bebida alcoólica com muito mais consciência e respeito.
Tim-tim!

