*Da Redação Dia a Dia Notícia
Uma ex-funcionária de 32 anos foi indiciada nesta terça-feira, 03, pela Polícia Civil de Roraima (PC-RR) após uma investigação apontar o desvio de mais de R$ 100 mil de uma empresa localizada no bairro Senador Hélio Campos, em Boa Vista. Segundo a polícia, a mulher teria utilizado boletos emitidos em seu próprio nome para retirar dinheiro da empresa, onde trabalhava como responsável pelos pagamentos aos fornecedores.
Como ocorriam os desvios
A mulher era responsável por organizar e realizar os pagamentos aos fornecedores da empresa. Conforme a investigação, ela se aproveitava dessa atribuição para inserir cobranças em nome próprio no fluxo de pagamentos do estabelecimento. Os boletos eram emitidos tanto em seu CPF quanto no CNPJ de uma empresa individual da qual era proprietária.
Na prática, os valores saíam das contas da empresa empregadora e eram destinados à quitação de cobranças que beneficiavam a própria funcionária. As operações eram registradas como pagamentos comerciais comuns, o que dificultava a identificação das irregularidades.
O esquema foi descoberto após um fornecedor procurar a empresa para cobrar um débito que aparecia como quitado no sistema interno. A divergência levou à verificação das movimentações financeiras e, posteriormente, ao acionamento da Polícia Civil.
Investigação
Durante as diligências, os investigadores do 4º Distrito Policial cruzaram comprovantes de pagamentos, extratos bancários e dados cadastrais de CNPJs.
A análise permitiu identificar a ligação entre a funcionária e os boletos pagos com recursos da empresa, além de apontar que a prática não havia ocorrido de forma isolada, mas se repetido em dezenas de cobranças.
Em depoimento, a investigada reconheceu que os boletos estavam vinculados a ela e admitiu ter escolhido esse meio para realizar os desvios. Segundo a PC-RR, a intenção era evitar que as movimentações fossem percebidas por meio de transferências via Pix.
A investigação considerou os fatos ocorridos entre outubro de 2024 e agosto de 2025. Após a conclusão do inquérito, em 03 de novembro de 2026, a ex-funcionária foi indiciada por furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, em continuidade delitiva.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para análise e adoção das medidas cabíveis.
*Com informações da assessoria
