Natural de Chapecó (SC), Julia havia se mudado para o Paraguai para estudar medicina, e foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava por uma colega. Conforme as investigações, a jovem sofreu diversos golpes de faca e tesoura, em um crime classificado pelas autoridades paraguaias como feminicídio.
Segundo a polícia, a colega de residência contou ter escutado uma discussão entre Julia e o ex-namorado momentos antes do crime. Ao ser abordado, o suspeito teria tentado despistar, dizendo que o barulho vinha de outro imóvel. No apartamento, os agentes encontraram indícios de extrema violência, como marcas de sangue e objetos que podem ter sido usados no ataque.
O relacionamento entre os dois havia terminado cerca de quatro meses antes, mas o homem ainda tentava reatar. Após o assassinato, ele fugiu e passou a ser procurado. Há suspeitas de que tenha deixado o país, o que levou à mobilização do Comando Tripartite, formado por forças de segurança do Paraguai, Brasil e Argentina.
O corpo da estudante foi levado de volta ao Brasil, e o sepultamento deve ocorrer na cidade de Navegantes (SC). Familiares, amigos e colegas organizaram homenagens de despedida à jovem. O caso provocou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu discussões sobre a violência contra a mulher, sobretudo em situações que envolvem ex-relacionamentos.