*Da Redação Dias a Dia Notícia
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) causou repercussão após afirmar, durante um evento político em Rio Branco, que imaginava encontrar na Amazônia “só índio” e “aqueles negócios vermelhos”, em referência ao urucum utilizado por povos indígenas. A declaração, feita na última quarta-feira, 20, gerou críticas e reacendeu o debate sobre estereótipos em relação à região amazônica e aos povos originários.
Nikolas, considerando um dos principais nomes associados à direita no Brasil, afirmou “Por que é vendido para fora e aqui para dentro do nosso País também que a Amazônia é só maravilhas, né?! Eu achei que ia chegar na Amazônia e era, meu irmão, só índio, aqueles negócios vermelhos que passaram em mim que, inclusive, me deu alergia. Eu sou alérgico ao vermelho. Eu achei que era isso, né?! A Amazônia. Sendo que na verdade é uma realidade completamente diferente, né”, disse.
Segundo a plataforma, através de levantamento realizado pela Central Nacional de Denúncias da Saferne entre os anos de 2021 e 2022, as denúncias de xenofobia cresceram 874%, superando as acusações de intolerância religiosa, racismo, LGBTfobia, misoginia e neonazismo registradas no mesmo período. Ainda segundo a pesquisa, entre 2022 e 2023, houve crescimento de 252,25% nas denúncias.
Conforme a antropologia aponta que o termo “índio” não descreve uma etnia específica e nem uma cultura única, mas trata-se de uma categoria histórica criada pelos colonizadores para se referir aos povos nativos das Américas. Já o termo “indígena” é atualmente considerado mais respeitoso para se referir aos povos originários.
