Manaus, quarta-feira 15 de julho de 2026
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Chefe de investigadores e ex-estagiário do MP são presos por planejar morte de promotor em São Paulo e serem infiltrados do PCC

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

Uma operação liderada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) prendeu, nesta terça-feira, 09, um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do próprio MP. O grupo é suspeito de atuar como infiltrado do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de integrar um plano para assassinar o promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), Amauri Silveira Filho.

De acordo com as investigações, a atuação dos envolvidos dividia-se em duas frentes criminosas. Além do monitoramento e planejamento da morte do promotor que atua no combate direto à facção, os suspeitos faziam parte de um esquema para extorquir dinheiro de alvos investigados pela polícia. A rede de extorsão incluía, inclusive, membros do próprio PCC envolvidos na trama contra o integrante do Ministério Público.

As prisões foram efetuadas após o avanço das apurações do Gaeco, que identificaram o vazamento de informações sigilosas de dentro das estruturas de segurança do Estado e da própria instituição do Ministério Público para o crime organizado.

O ex-estagiário é acusado de usar bancos de dados do MP para identificar criminosos e extorquir dinheiro deles em troca de suposta proteção nas investigações. Ele teria contado com a ajuda do policial penal e do ex-policial presos. O chefe de investigadores preso na operação também é suspeito de passar informações privilegiadas, em troca de dinheiro, a um criminoso investigado pela polícia.

Além dos três mandados de prisão temporária, havia dez de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior de São Paulo, incluindo contra um policial penal.

Por envolverem suspeitos integrantes da Polícia Civil e da Polícia Penal, além do 1º BAEP, participam da operação as Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal, e a Comissão de Prerrogativas da OAB, especificamente para as buscas em escritório de advocacia.

Os investigados permanecem custodiados e à disposição da Justiça enquanto as diligências avançam para mapear a extensão da rede de infiltração.

Nota

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