Manaus, quarta-feira 22 de julho de 2026
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Caso Djidja Cardoso: mãe e irmão da empresária são condenados a mais de 10 anos pela Justiça do AM

Foto: Divulgação

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

A Justiça do Amazonas condenou, nesta quarta-feira, 22, sete réus investigados na ‘Operação Mandrágora’, ação que faz parte dos desdobramento das investigações relacionadas ao ‘Caso Djidja Cardoso’. Entre os condenados estão Cleusimar Cardoso Rodrigues, mãe da empresária, sentenciada a mais de 10 anos de prisão, e Ademar Farias Cardoso Neto, irmão de Djidja, condenado a 10 anos e 11 meses de reclusão. Ambos deverão cumprir a pena em regime inicial fechado.

A sentença foi proferida pela juíza Roseane do Vale Jacinto Cavalcante, que julgou o processo envolvendo os investigados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e outros delitos apurados durante a Operação Mandrágora.

Além de Cleusimar e Ademar, também foram condenados Verônica da Costa Seixas, Hatus Moraes Silveira, Sávio Soares Pereira, José Máximo Silva de Oliveira e Bruno Roberto da Silva Lima.

Foto: Verônica da Costa Seixas, Gerente do salão da família, mãe e irmão de Djidja Cardoso sendo presos em Manaus – Rede Amazônica

Na decisão, a magistrada determinou a manutenção da prisão preventiva de Cleusimar Cardoso Rodrigues e negou à ré o direito de recorrer em liberdade. Já Ademar Farias Cardoso Neto foi condenado a 10 anos e 11 meses de reclusão, também em regime inicial fechado.

O inquérito apontou a existência de um grupo investigado por envolvimento com o tráfico de drogas e pelo uso de substâncias ilícitas no contexto do caso. A nova sentença representa mais um desdobramento judicial das investigações.

Relembre o caso

O Caso Djidja Cardoso ganhou repercussão nacional após a morte da empresária e ex-sinhazinha do Boi Garantido, em maio de 2024, em Manaus. A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) passou a investigar a suspeita de que ela teria morrido em decorrência do uso de cetamina, substância que era utilizada em rituais promovidos pelo grupo religioso “Pai, Mãe, Vida”.

De acordo com a polícia, o grupo era liderado por Cleusimar Cardoso Rodrigues e Ademar Farias Cardoso Neto, mãe e irmão de Djidja. Os investigadores apontaram que os integrantes utilizavam a cetamina como forma de alcançar uma suposta elevação espiritual e realizavam os encontros em imóveis e em salões de beleza administrados pela família.

As apurações deram origem à ‘Operação Mandrágora’, que resultou na prisão preventiva dos investigados e em diversas denúncias e desdobramentos como tráfico de drogas, associação para o tráfico, estupro de vulnerável, aborto sem consentimento da gestante, cárcere privado, charlatanismo, curandeirismo e falsificação de produtos destinados a fins terapêuticos e medicinais.

*Com informações do Portal A Crítica 

Nota

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