Manaus, quinta-feira 9 de abril de 2026
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Caso Benício: homem vestido de palhaço protesta em hospital de Manaus

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

Um homem vestido com uma fantasia de palhaço realizou uma manifestação no saguão do Hospital Santa Júlia, nesta quinta-feira, 09, em Manaus, pedindo justiça pela morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, ocorrida em 23 de novembro de 2025, após receber doses de adrenalina na veia.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram quando o “palhaço” entra na parte da recepção do hospital com um megafone e jogando panfletos. Ele ainda gritava por justiça, enquanto percorria a área de atendimento.

O manifestante chegou a subir no balcão de atendimento e tentou invadir a área restrita dos funcionários. Os seguranças interviram e houve confusão física. O homem foi contido e levado para fora do hospital.

Recentemente, Joyce e Bruno, os pais do menino Benício, fizeram uma súplica às autoridades do Amazonas para que o laudo de necropsia seja finalmente entregue pelo Instituto Médico Legal (IML), e que a Polícia Civil conclua as investigações.

Após mais de quatro meses do óbito, o caso ainda não foi apreciado pelo Ministério Público e, consequentemente, não chegou à Justiça.

Benício, de 6 anos, morreu na madrugada de 23 de novembro de 2025, após receber adrenalina na veia administrada pela técnica de enfermagem Raiza Bentes e prescrita pela médica Juliana Brasil.

Ele havia sido levado ao Hospital Santa Júlia pelos pais com sintomas de tosse e inflamação na garganta. Por cerca de 14 horas, sucessivos erros médicos são apontados como possíveis fatores para o óbito da criança, que ocorreu após várias paradas cardíacas.

A demora de um laudo conclusivo pelo IML e do inquérito também impedem o direito à defesa pela família de Benício. Os advogados Paulo Feitoza, Ricardo Albuquerque e Nil Ferreira rebateram o vazamento de informações não oficiais sobre o caso e reforçaram que só podem ter acesso ao processo (laudo, perícia e depoimentos) após a chegada da denúncia à Justiça.

Segundo o advogado Paulo Feitoza, o laudo necroscópico em atraso no IML é uma perícia indireta, isto é, feita por médicos legistas com base na análise dos procedimentos médicos dentro do hospital, como prontuários, receita de medicação, intubação, etc.

Como o corpo de Benício foi embalsamado antes de passar no IML, a perícia tradicionalmente realizada foi prejudicada.

 

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