Manaus, sexta-feira 1 de maio de 2026
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Campeão aos 9 anos de idade, Abner Abreu encontrou no jiu-jítsu um caminho para superar o bullying

Foto: Mauro Neto/Faar
*Da Redação Dia a Dia Notícia

Com apenas 9 anos de idade, Abner Abreu foi campeão na faixa amarela da Copa América de Jiu-Jítsu Gi e No-Gi, disputado no final de semana, na Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira, praça do Governo do Amazonas administrada pela Fundação Amazonas de Alto Rendimento (Faar). O jovem atleta, que entrou no jiu-jítsu  em busca de superar o bullying, encontrou na arte marcial japonesa um caminho para satisfação pessoal e evolução.

“É importante ressaltar que o esporte é uma ferramenta de inclusão social e o Governo do Amazonas, por meio da Fundação Amazonas de Alto Rendimento, vem investindo para fazer com que o esporte de base ofereça a assistência necessária e ajude no desenvolvimento dos futuros cidadãos do estado”, destaca Jorge Oliveira, diretor-presidente da Faar.

A mãe do atleta, Mina Abreu, conta que, antes de Abner entrar para a academia MJ Nova União em 2019, o jovem se queixou de que estava sofrendo perseguição. A preocupação com o filho fez com que Mina colocasse Abner para praticar um esporte que lhe oferecesse disciplina e saúde física, características que o consagraram na Copa América disputado na Arena Amadeu Teixeira.

“De alguma forma, as coisas que aconteceram com o meu filho ficaram marcadas na cabeça dele, no início ele chegou na academia por medo e agora ele está mais confiante. O jiu-jítsu se tornou algo leve para o meu filho, ele diz que ama treinar, e eu, como mãe, fico muito feliz em ver essa evolução dele”, disse a mãe do atleta.

Com o esporte inserido em sua vida, atuando como um agente de inclusão social, Abner fala sobre a importância do jiu-jítsu  e a sensação que sente ao competir na modalidade.

“Comecei a treinar porque me batiam muito, isso me deixava triste. Desde que entrei para o jiu-jítsu, peguei gosto pelos treinamentos, comecei a me sentir mais confiante. Aqui na academia é muito legal, o mestre nos ensina muito bem, mas a melhor sensação mesmo é conseguir vencer e me sentir bem com o esporte”, disse o jovem campeão.

Família campeã

Além de Abner, outro membro de sua família se destacou na Copa América de Jiu-Jítsu. Milena Abreu, sua irmã mais velha, de 11 anos, foi campeã na faixa amarela e conta sobre como foi a sensação de conquistar a competição continental.

“Eu estava muito preparada, isso fez com que a minha luta fosse mais fácil. Gosto muito desses momentos no campeonato, a energia sempre me deixa motivada para conquistar cada vez mais medalhas para a minha academia”, disse Milena.

O professor Márcio Jean, treinador de Abner e Milena, falou sobre a trajetória dos jovens nesses anos de convívio no jiu-jítsu.

“Eu vi a facilidade deles em praticar o jiu-jítsu, tiveram uma evolução rápida. O Abner cresceu rápido dentro do esporte e a cada dia vem se destacando cada vez mais. A Milena chegou quietinha, ali na dela, e hoje ela está em uma evolução grande. Ambos ganhando a Copa América em suas respectivas categorias, isso é uma felicidade muito grande para a gente que é professor”, destacou o professor Márcio.

Abner e Milena Abreu no pódio da Copa América de Jiu-Jítsu. Foto: Arquivo Pessoal

Competição

A Copa América de Jiu-Jítsu teve 800 atletas, e 356 campeões. A Competição recebeu apoio do Governo do Amazonas, por meio da Faar, organizada pela Federação Amazonense de Jiu-Jítsu Esportivo (Fajje) e contou com participantes brasileiros e do Chile, México, Peru e Venezuela.

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