*Da Redação Dia a Dia Notícia
Cleusimar Cardoso deixou o presídio nesta terça-feira, 29, passou a cumprir pena em regime semiaberto com tornozeleira eletrônica e foi recebida por funcionários de um de seus salões com faixas, cartazes, fogos e paredão de som.
Convites e flyers para a recepção já haviam sido distribuídos um dia antes da saída de Cleusimar.

Cleusimar foi condenada em julho a 10 anos e 11 meses de prisão por envolvimento no esquema investigado pela Operação Mandrágora, que apurou tráfico de cetamina e associação criminosa em Manaus.
A empresária é mãe de Djidja Cardoso, ex-Sinhazinha do Boi Garantido, encontrada morta aos 32 anos em maio de 2024. A investigação apontou o uso de cetamina entre integrantes do grupo investigado.
Apesar da condenação, Cleusimar passou a cumprir a pena em regime semiaberto e deverá utilizar tornozeleira eletrônica.
Ver esse post no Instagram
Investigação envolve grupo ligado à família
Segundo a investigação da Polícia Civil do Amazonas, Cleusimar e o filho, Ademar Farias Cardoso Neto, são apontados como integrantes da liderança de um grupo chamado “Pai, Mãe, Vida”.
Conforme os investigadores, o grupo utilizava discursos religiosos e espirituais relacionados à chamada “expansão da consciência” e associava essas práticas ao uso frequente de cetamina.
Além de Cleusimar e Ademar, outras pessoas foram investigadas e condenadas por crimes relacionados ao tráfico e à associação para o tráfico.
Caso Djidja
Djidja Cardoso foi encontrada morta em Manaus em maio de 2024. A principal linha de investigação apontou uma possível overdose de cetamina como causa da morte, embora, conforme o material apresentado, o laudo oficial não tenha sido divulgado.
A investigação também reuniu relatos de possíveis agressões físicas e psicológicas contra Djidja. Uma ex-funcionária da família afirmou à polícia que a ex-Sinhazinha teria sofrido agressões e apresentava sinais de debilidade.
Outros depoimentos mencionaram um sistema de controle sobre integrantes do grupo e a utilização da droga associada a práticas espirituais.
Decisões judiciais
O caso também passou por decisões envolvendo as condenações dos investigados. O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) anulou anteriormente algumas sentenças após reconhecer falha processual relacionada à juntada de laudos toxicológicos aos autos sem que as defesas tivessem oportunidade adequada de manifestação antes do julgamento.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), por sua vez, entendeu que a anulação das sentenças não resultava automaticamente na soltura dos investigados e manteve prisões preventivas em casos analisados pela Corte.
