*Da Redação Dia a Dia Notícia
O Amazonas registrou uma redução na taxa de analfabetismo e alcançou o índice de 4,3% da população com 15 anos ou mais no último ano, ficando abaixo da média nacional, de 4,9%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrando que o estado manteve a tendência de queda nos últimos anos.
Em comparação com 2016, quando a taxa era de 6,6%, o Amazonas apresentou uma redução expressiva no número de pessoas não alfabetizadas. O estado ocupa atualmente a 15ª posição no ranking nacional e demonstra avanços em diferentes faixas etárias, refletindo melhorias no acesso à educação.
Entre a população com 25 anos ou mais, por exemplo, o índice de analfabetismo caiu de 8,7% para 5,4% ao longo da série histórica. Apesar dos avanços, os dados ainda revelam desigualdades importantes, especialmente entre os idosos.
Na faixa etária de 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo chega a 15,2%, evidenciando os impactos das dificuldades históricas de acesso à escolarização. Nesse grupo, as mulheres apresentam índice mais elevado, com 16,8% não alfabetizadas, contra 13,2% entre os homens.
Região Norte
A pesquisa também aponta diferenças entre os estados da Região Norte. Roraima registrou a menor taxa de analfabetismo da região, com 3,4%, enquanto o Acre apresentou o maior índice, de 8,9%. O Amazonas aparece em posição intermediária, abaixo do Amapá, que registrou 4,5%.
Em números absolutos, o total de pessoas não alfabetizadas no estado caiu de 173 mil, em 2016, para 135 mil em 2025. No entanto, entre os idosos, houve aumento de 60 mil para 68 mil pessoas, resultado associado ao envelhecimento da população e às limitações educacionais enfrentadas por gerações anteriores.
No cenário nacional, os menores índices de analfabetismo foram registrados em Santa Catarina (1,5%), Rio de Janeiro (1,6%) e São Paulo (1,9%). Já as maiores taxas continuam concentradas em estados do Nordeste, como Alagoas e Piauí, ambos com 13,1%, e Paraíba, com 11,6%.
Os dados reforçam que, apesar dos avanços na redução do analfabetismo, ainda há desafios significativos, sobretudo entre populações mais vulneráveis e regiões historicamente marcadas pela desigualdade no acesso à educação.
*Com informações da Fecomércio-AM
