*Da Redação Dia a Dia Notícia
O Amazonas ainda deve enfrentar períodos prolongados de seca e queimadas até meados de dezembro, segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBM-AM), coronel Orleilso Muniz. Em entrevista, nesta segunda-feira, 26, ele destacou a atuação de 1.498 profissionais em 36 municípios e alertou para os impactos dos incêndios registrados no Pará.
Na manhã desta segunda-feira, o Governo do Amazonas realizou uma reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos para avaliar o cenário das queimadas e da estiagem no estado, além de discutir as medidas necessárias para combater os focos de incêndio.
Segundo Orleilso Muniz, o Corpo de Bombeiros está executando a maior operação de combate às queimadas já realizada no Amazonas. A estrutura conta com 18 aeronaves em operação, 1.498 profissionais distribuídos por 36 municípios e 36 viaturas, além do reforço de recursos enviados pelo Governo Federal.
“É uma megaoperação”, afirmou o comandante, ao destacar a mobilização das equipes para conter os incêndios e reduzir os impactos sobre a população e o meio ambiente.
Incêndios no Pará também afetam o Amazonas
Durante a entrevista, o coronel alertou que os incêndios registrados no estado vizinho do Pará também contribuem para o cenário enfrentado pelo Amazonas. Segundo ele, as equipes monitoram por satélite os focos de fogo nas regiões de fronteira, especialmente nas proximidades de Óbidos e Juruti.
De acordo com Muniz, correntes de ar podem transportar fumaça e afetar áreas do território amazonense. O monitoramento dessas ocorrências integra as ações de acompanhamento e resposta aos incêndios florestais.
Estiagem deve continuar nos próximos meses
O comandante-geral também destacou que novembro deverá ser marcado por condições de seca, o que pode dificultar o combate às queimadas. Como exemplo, citou Parintins, onde, segundo ele, a ausência de chuvas já preocupa as equipes.
Muniz explicou que as condições climáticas registradas no interior podem repercutir em outras regiões, incluindo Manaus. Embora haja previsão de chuvas nos próximos meses, o estado ainda deverá enfrentar intervalos prolongados de estiagem até meados de dezembro.
O coronel ressaltou ainda que grande parte das queimadas é provocada pela ação humana, o que reforça a importância da prevenção e da conscientização da população para evitar novos focos de incêndio.
