Manaus, quarta-feira 14 de janeiro de 2026
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Amazonas acumula mais de 2,6 mil casos de esporotricose animal, aponta FVS

drbg*Da Redação Dia a Dia Notícia 

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) divulgou, nesta terça-feira (29), um novo boletim sobre esporotricose, infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, que pode afetar humanos e animais. De 1º de janeiro até 28 de julho, o Amazonas registrou 1.365 notificações da doença em pessoas, com 1.063 casos confirmados e 166 ainda sob investigação. Até o momento, não houve registro de mortes relacionadas à infecção no estado.

Os casos confirmados correspondem a pessoas residentes em Manaus (996), Presidente Figueiredo (26), Barcelos (16), Manacapuru (5), Maués (5), Iranduba (4), Itacoatiara (4), Rio Preto da Eva (2), Careiro (1), Novo Airão (1), Silves (1), Tabatinga (1) e Urucurituba (1).

Esporotricose animal

No Amazonas, de 1º de janeiro a 28 de julho, foram notificados 2.865 casos de esporotricose animal, sendo 2.677 confirmados e 1.482 em tratamento. Foram registradas 1.171 eutanásias/óbitos. A maior quantidade de animais relacionados à doença é de gatos (97,3%), seguidos de cães (2,7%). Os animais envolvidos são, em maioria (66,1%), machos.

Sobre a esporotricose

A esporotricose é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, presentes de forma natural no solo, nas cascas de árvores e na vegetação em decomposição. Esse fungo pode infectar humanos, gatos, cães e outros mamíferos.

A transmissão para seres humanos ocorre quando o fungo entra em contato com a pele ou mucosas, geralmente por meio de ferimentos causados por espinhos, lascas de madeira ou palha que estiveram em contato com vegetais contaminados. Caso haja suspeita de esporotricose em humanos, é fundamental buscar atendimento médico imediatamente.

Os animais também podem ser transmissores da doença, passando o fungo para humanos e outros animais por arranhaduras, mordeduras, lambeduras ou pelo contato com secreções respiratórias e lesões cutâneas ou nas mucosas.

Conforme a FVS, para prevenir a infecção, recomenda-se que cães e gatos não circulem nas ruas sem supervisão. Isso reduz o risco de exposição ao fungo. Se houver suspeita de esporotricose em animais, é crucial levá-los ao veterinário com urgência.

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