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Pais fazem manifestação e exigem prisão de médica que cometia crimes de maus-tratos contra crianças, em Manaus

Pai se revolta contra advogada responsável pela clínica. Foto: Franciane Silva / Dia a Dia Notícia.

*Franciane Silva – Da Redação Dia a Dia Notícia 

Mães e pais de crianças com espectro autista se reuniram, na manhã desta sexta-feira (8), em frente ao 22° Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde pediram por justiça e a prisão da profissional Samia Patricia Riatto Watanabe acusada de cometer crime de maus-tratos contra crianças que eram seus pacientes.

Os pais e responsáveis pelas vítimas estavam revoltados pelo fato da acusada ainda estar em liberdade, mesmo com os vídeos que comprovam as agressões e o surgimento de novos casos envolvendo a profissional. Muitos gritavam por justiça, pedindo que os órgãos competentes se manifestassem e que a acusada fosse presa.

Os novos casos vieram à tona após repercussão do vídeo publicado pelo Dia a Dia Notícia no dia 3 de outubro, onde ocorreu a denúncia do primeiro caso de maus-tratos envolvendo Samia Watanabe contra uma criança autista de apenas 8 anos de idade. Nas imagens é possível observar que a fisioterapeuta puxa o braço da criança, bate na cabeça do menino e o empurra.

O jornalista Ari Motta, avô de uma criança que realizava tratamento junto à médica, relatou em entrevista ao Dia a Dia Notícia que não foi apenas um caso isolado, e que o primeiro caso exposto no dia 3 de outubro foi apenas a ponta do ‘iceberg’. “Ela agredia todas as crianças que faziam fisioterapia com ela, o meu neto passou um ano lá, um ano nessa clínica e essa mulher já veio com outros processos, e a clínica deveria ter visto isso”, relatou.

O jornalista também comentou que os familiares e as crianças não estão recebendo nenhum tipo de apoio da clínica onde a profissional realizava seus atendimentos. “Hoje declararam que tem psicólogo acompanhando o meu neto e os filhos desses pais que tem filhos autistas, mas não tem nada disso, não tem psicólogo, não tem nada, ela (dona da clínica) botou uma advogada na frente pra responder por ela e acabou”. Ari Motta também diz que notou a mudança de comportamento de seu neto após o tratamento, que passou a ter movimentos repetitivos. “Ele se bate, pula, grita, hoje ele faz tudo isso por causa das agressões que ele sofreu”.

Já uma mãe, que preferiu não se identificar, disse que os pais estão aos poucos tendo acesso as imagens cedidas pela clínica, que de um ano de tratamento conseguiu ter acesso apenas a imagens de um dia de atendimento realizado pela profissional. “A gente fica revoltado porque essa mulher vai continuar atendendo, ela só vai trocando de clínica […] Quantas crianças mais vão precisar passar por isso, pra que ela pare? Alguém precisa parar essa mulher, ela não pode mais atender criança e nem ninguém”, indagou a mãe de uma das crianças vítimas da fisioterapeuta.

A advogada Simone Guerra, responsável por representar a clínica, relatou à imprensa que a fisioterapeuta não era contratada da clínica e que prestava serviço em diversas outras clínicas. A advogada alegou que após o afastamento da médica por motivos internos da clínica em fevereiro deste ano, muitos pais procuraram outras clínicas para continuar o tratamento com a fisioterapeuta por gostarem dela e acreditarem em seu tratamento.

Um pai que estava revoltado no local disse que a obrigação de analisar as imagens é da própria clínica, e que muitos pais e mães estavam sofrendo ao ter que assistir seus filhos sofrendo algum tipo de agressão.

Confira:

 

 

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