*Da Redação Dia a Dia Notícia
A ex-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Lins (PL), procurou espontaneamente a Justiça para apresentar dispositivos eletrônicos pessoais e colaborar com a investigação sobre vídeos que utilizaram a imagem da filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD). Em nota divulgada nesta terça-feira, 03, a defesa esclareceu que ela não foi intimada a prestar depoimento na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e que a iniciativa partiu da própria ex-candidata, por meio de seus advogados.
Defesa esclarece iniciativa de Maria do Carmo
Segundo a assessoria jurídica, o compromisso perante a Justiça teve como objetivo apresentar dispositivos eletrônicos pessoais, como forma de contribuir com o esclarecimento dos fatos. A defesa ressaltou que a ex-candidata não recebeu intimação para prestar depoimento na Depca, contrariando informações que, segundo a nota, foram divulgadas pela imprensa local.
O posicionamento afirma ainda que Maria do Carmo já declarou não ter conhecimento da produção de conteúdos envolvendo a adolescente e que jamais compactuaria com esse tipo de ataque.
A defesa acrescentou que o interesse da ex-candidata é que a investigação avance, os fatos sejam esclarecidos e os responsáveis pela produção e divulgação do material sejam identificados.
Defesa questiona vazamentos de informações
Na nota, a assessoria jurídica também manifestou preocupação com o que classificou como vazamentos parciais e seletivos de informações de um procedimento que deveria tramitar sob sigilo.
Segundo os advogados, a divulgação desse tipo de conteúdo pode prejudicar a própria apuração e expor os envolvidos a julgamentos antecipados.
A defesa afirmou esperar que a denúncia seja tratada com seriedade e responsabilidade, sem se transformar em instrumento de exposição, ridicularização ou perseguição.
Investigação apura vídeos envolvendo adolescente
O material associava o político a acusações criminais não comprovadas. A investigação busca identificar os responsáveis pela produção e divulgação dos conteúdos, além de apurar possíveis financiadores.
Um dos pontos analisados é a possível relação dos vídeos com o site “A Verdade Sobre Ele”, cuja criação foi admitida por Maria do Carmo durante a campanha eleitoral. Na ocasião, ela afirmou que a página era utilizada para divulgar respostas a declarações de Omar Aziz, mas negou participação na circulação dos vídeos envolvendo a adolescente.
A apuração também considera possíveis violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O artigo 232 prevê pena de detenção de seis meses a dois anos para quem submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou constrangimento. A eventual aplicação do dispositivo dependerá da apuração dos fatos e das circunstâncias do caso.
