*Da Redação Dia a Dia Notícia
O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) manteve, por unanimidade, a condenação do ex-professor de jiu-jítsu Alcenor Alves Soeiro a 178 anos e 5 meses de reclusão, além de 3 anos de detenção e multa, por crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A decisão foi divulgada nesta terça-feira, 27, após os desembargadores rejeitarem os recursos da defesa, que pediam a absolvição do réu por insuficiência de provas.
A defesa pediu a absolvição de Alcenor em relação aos crimes envolvendo três vítimas, sob o argumento de que não havia provas suficientes para manter a condenação. Os desembargadores, porém, entenderam que os depoimentos prestados pelas vítimas em juízo, junto aos demais elementos reunidos no processo, sustentam a sentença.
O tribunal também manteve as indenizações por danos morais fixadas na primeira instância. Uma das vítimas deverá receber R$ 5 mil, enquanto as outras duas têm direito a R$ 50 mil cada. A defesa tentou reduzir os valores, mas o pedido foi rejeitado.
Já a discussão sobre o limite de 40 anos para o cumprimento das penas não foi analisada pela Câmara Criminal. Segundo o colegiado, essa questão deverá ser examinada pelo juízo responsável pela execução penal.
As investigações tiveram início após denúncias de ex-alunos à Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). Alcenor foi preso em 2024, durante a Operação Armlock, que apurou suspeitas de crimes sexuais contra menores que frequentavam as aulas de jiu-jítsu ministradas por ele.
O processo tramita sob segredo de Justiça para preservar a identidade e a privacidade das vítimas.
*Com informações do Portal Radar Amazônico
