*Da Redação Dia a Dia Notícia
A fumaça das queimadas que atinge Manaus pode afetar a saúde mental da população, além de provocar problemas respiratórios. Em vídeo publicado nas redes sociais nesse domingo, 18, o psicólogo e psicopatólogo Pedro Campina alertou para os riscos da exposição à poluição atmosférica e apontou estudos que associam a fumaça dos incêndios ao aumento de atendimentos de emergência por depressão e ansiedade.
Segundo os dados apresentados pelo especialista, Manaus registrou uma média diária de 99 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de PM2,5 no último dia 08 de outubro, conforme monitoramento da Fiocruz Amazônia. Já em 17 de outubro, uma medição da plataforma IQAir chegou a 404,3 µg/m³.
Para comparação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a média diária não ultrapasse 15 µg/m³.
O que diz o estudo
Campina também cita um estudo publicado em 2025 na revista científica ‘JAMA Network Open’, que analisou 86.609 atendimentos de emergência relacionados à saúde mental após incêndios florestais na Califórnia, nos Estados Unidos, em 2020.
A pesquisa apontou que, a cada aumento de 10 µg/m³ de PM2,5 proveniente dos incêndios, houve um crescimento de 15% nos atendimentos por depressão e de 6% nos casos de ansiedade. Os resultados indicam uma associação entre a exposição à fumaça e os problemas de saúde mental.
O especialista chama a atenção para a necessidade de considerar os efeitos das queimadas para além dos problemas respiratórios, especialmente em períodos de fumaça intensa, quando a qualidade do ar fica comprometida.
