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Trabalho infantil atinge 249 mil crianças e adolescentes na Região Norte, aponta IBGE

Foto: Ministério do Trabalho

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

A Região Norte registrou 249 mil crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil em 2025, o equivalente a 6,3% da população nessa faixa etária. O índice é o maior entre as regiões brasileiras e supera a média nacional de 4%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira,16, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da redução em relação a 2022, quando havia 296 mil crianças e adolescentes nessa condição, o Norte apresentou leve aumento na comparação com 2024. Naquele ano, eram 248 mil pessoas, correspondentes a 6,2% da população de 5 a 17 anos.

Na comparação com as demais regiões, o Norte registrou a maior proporção de trabalho infantil, seguido pelo Sul (4,4%), Centro-Oeste (4%), Nordeste (3,8%) e Sudeste (3,3%). No Brasil, a taxa caiu de 4,3% em 2024 para 4% em 2025.

Trabalho infantil aumenta entre crianças menores de 14 anos

O levantamento também apontou aumento do trabalho infantil entre crianças de 5 a 13 anos no Norte. O número passou de 63 mil, em 2024, para 69 mil, em 2025. A taxa chegou a 2,6%, a mais elevada do país nessa faixa etária.

Entre adolescentes de 14 e 15 anos, o contingente subiu de 62 mil para 64 mil no mesmo período. A região registrou taxa de 10,1%, também a maior do Brasil para esse grupo.

Já entre os adolescentes de 16 e 17 anos, o número caiu de 123 mil para 116 mil. Mesmo com a redução, essa faixa etária concentra a maior quantidade de pessoas em situação de trabalho infantil no Norte. A taxa foi de 17,6%, abaixo apenas da registrada no Sul, de 17,8%.

Na comparação histórica, o contingente de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil na Região Norte passou de 334 mil, em 2016, para 249 mil, em 2025. A redução acumulada foi de 25,4%.

Trabalho infantil diminui entre beneficiários do Bolsa Família

Em todo o Brasil, o número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil que viviam em domicílios beneficiários do Bolsa Família caiu de 717 mil, em 2024, para 573 mil, em 2025. A redução foi de 20,1%, o equivalente a 144 mil pessoas a menos.

Segundo o IBGE, essa queda respondeu por mais de 95% da redução nacional do contingente de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil entre os dois anos.

Em relação a 2016, quando 971 mil pessoas nessa condição viviam em famílias beneficiárias do programa, a redução chegou a 41% em 2025.

Nos domicílios que não recebiam o benefício, o número também diminuiu: passou de 1,129 milhão para 926 mil no período analisado.

Nota

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