*Da Redação Dia a Dia Notícia
No Dia dos Professores, celebrado nesta quinta-feira, 15, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar destaca histórias de educadores da rede estadual que contribuem para a inclusão, o fortalecimento da identidade cultural, a retomada dos estudos e a preparação de estudantes para o futuro. Os profissionais atuam em diferentes áreas e mostram como a educação pode transformar realidades no Amazonas.
Professora promove inclusão na educação especial

Com quase dez anos de atuação na rede estadual, a professora Leonice Paolla trabalha na Sala de Recursos da Escola Estadual Professora Ruth Prestes Gonçalves, na zona norte de Manaus. O espaço é dedicado ao Atendimento Educacional Especializado (AEE) de estudantes com deficiência e transtornos do desenvolvimento, incluindo o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Ao longo da carreira, Leonice desenvolveu projetos de combate ao bullying e ao cyberbullying, incentivo à prática esportiva e estímulo à leitura. Segundo ela, as iniciativas contribuem tanto para o aprendizado quanto para a socialização e o desenvolvimento da autonomia dos estudantes.
“A celebração das pequenas grandes conquistas na educação especial, o progresso, muitas vezes não vem em massa, mas nos detalhes, no olhar, no som, na autonomia para realizar uma tarefa diária, ou na superação de um obstáculo motor e cognitivo. Cada avanço é uma grande vitória”, afirmou.
O trabalho da educadora já recebeu reconhecimentos da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), da Academia de Letras, Ciências e Culturas da Amazônia (Alcama) e da Associação Brasileira de Escritores e Poetas Pan-Amazônico (Abeppa).
Educação indígena fortalece identidade cultural

No município de Borba, a 151 quilômetros de Manaus, o professor Paulo Gilberto Cardoso atua na Escola Estadual Indígena Ester Caldeira Cardoso. Ele tem oito anos de experiência na rede estadual e 36 anos dedicados à educação.
O educador trabalha com estudantes do povo Munduruku e destaca a importância de uma aprendizagem que respeite as particularidades culturais e valorize a identidade dos alunos.
“O que mais me motiva no meu ambiente de trabalho é saber que estou contribuindo com o aprendizado do povo Munduruku. É gratificante saber que estou trabalhando para que a geração do futuro esteja preparada para a vida e poder formar cidadãos que sejam águias e que não sejam corrompidos”, relatou.
De acordo com a Secretaria de Educação, cerca de 34 municípios do Amazonas oferecem Educação Escolar Indígena, com atividades desenvolvidas a partir das experiências e das especificidades culturais dos estudantes.
Professora da EJA incentiva alunos a realizarem sonhos
Na Educação de Jovens e Adultos (EJA) há cinco anos, a professora Aedra Costa trabalha para valorizar as experiências e histórias de vida dos estudantes. Sua proposta vai além dos conteúdos tradicionais e busca transformar a sala de aula em um espaço de escuta e acolhimento.
Um dos projetos desenvolvidos por ela foi a coletânea Vivências, Experiências e Possibilidades, composta por poemas escritos pelos próprios alunos da EJA da Escola Estadual Letício de Campos Dantas, na zona norte de Manaus.
A obra foi destaque na segunda edição do prêmio “Educadores que Transformam” e recebeu menção honrosa no Prêmio Paulo Freire de Educação, da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
Para Aedra, o reconhecimento reforça a importância de incentivar os estudantes a continuarem buscando seus objetivos, independentemente da idade.
Educadora prepara estudantes do interior para o Enem
Com mais de 30 anos de experiência na docência pública, a professora Risonilde Clementino de Araújo integra há 16 anos a equipe do Centro de Mídias de Educação do Amazonas (Cemeam).
Natural de Envira, município localizado a 1.208 quilômetros de Manaus, ela já passou por mais de 80 escolas ao longo da carreira. Em 2026, passou a atuar no projeto Amazonas Nota Mil: Enem, iniciativa do Governo do Estado voltada à preparação de estudantes do ensino médio para o Exame Nacional do Ensino Médio.
No projeto, professores recebem, avaliam e corrigem redações produzidas pelos alunos com base em temas propostos. Depois, os textos retornam aos estudantes com observações que ajudam a aprimorar a escrita e a preparação para a prova.
Risonilde afirma que o trabalho tem um significado especial por permitir que jovens do interior encontrem na educação oportunidades de transformação.
“Lembro da minha infância em Envira, quando a educação era a única possibilidade que eu tinha de mudar minha vida, e quero que os alunos nas cidades do interior também enxerguem na educação um meio de transformar suas realidades”, destacou.
As histórias dos quatro educadores mostram diferentes formas de atuação na rede estadual, desde o atendimento especializado e a valorização das culturas indígenas até o incentivo à retomada dos estudos e à preparação para o ingresso no ensino superior.
