*Da Redação Dia a Dia Notícia
Trabalhadores do transporte especial que atendem o Polo Industrial de Manaus (PIM) reivindicam reajuste salarial de 12%, vale-refeição de R$ 540 e cesta básica de R$ 560 durante a paralisação iniciada nesta quinta-feira, 20. Em entrevista exclusiva ao Portal Dia Dia Notícia, um representante da categoria afirmou que os profissionais estão há mais de 14 anos sem direito à alimentação durante a jornada e alertou que o movimento poderá se transformar em uma greve por tempo indeterminado, caso não haja acordo com os empresários.
Categoria cobra vale-refeição
De acordo com Dene Ribeiro, diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Especial (Sindespecial), os motoristas precisam arcar com parte dos próprios custos de alimentação durante as jornadas.
Ele afirmou que alguns profissionais chegam a retirar entre R$ 400 e R$ 500 do próprio salário para pagar refeições e lanches durante o trabalho.
“É uma categoria que roda três turnos, às vezes quatro, para ganhar um. E nesse um que nós ganhamos, muitas das vezes temos que tirar R$ 500, R$ 400 do bolso pra almoçar, pra lanchar”, relatou.
Além da alimentação, a categoria também reivindica melhores condições de trabalho e valorização profissional.
Paralisação afeta transporte para o Distrito Industrial
A mobilização interrompeu as rotas responsáveis pelo transporte de funcionários de empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus.
A paralisação ocorre em diferentes pontos da capital e provocou impactos no deslocamento dos trabalhadores que dependem do transporte especial para chegar às fábricas.
O representante afirmou que a intenção da categoria não é prejudicar as empresas, mas pressionar por uma negociação que atenda às reivindicações.
“A nossa intenção aqui não é prejudicar ninguém, mas enquanto isso não se resolver, a categoria tá parada e vai parar”, declarou.
Greve pode continuar por tempo indeterminado
Ainda durante entrevista ao Dia a Dia Notícia, o trabalhador afirmou que os profissionais podem manter a paralisação por tempo indeterminado caso não haja um acordo com os empresários.
Segundo ele, representantes patronais estavam reunidos para discutir uma possível proposta à categoria.
“Creio eu que, se não se resolver hoje, é por tempo indeterminado essa greve”, afirmou.
O trabalhador também disse esperar que as negociações avancem e que seja apresentada uma proposta considerada satisfatória pelos profissionais.
“Espero que os empresários ouçam os nossos presidentes, entrem numa negociação, que saia de lá um bom acordo.”
Enquanto as negociações continuam, a categoria mantém a paralisação e cobra uma resposta dos empresários sobre as reivindicações apresentadas.
