*Da Redação Dia a Dia Notícia
Um homem de 49 anos foi indiciado pela Polícia Civil de Roraima (PC-RR) nesta segunda-feira, 17, por se passar por advogado e aplicar golpes contra pelo menos nove pessoas em Boa Vista. Segundo a polícia, ele cobrava antecipadamente por supostos honorários e despesas de processos, mas não entregava os serviços prometidos. O prejuízo acumulado pelas vítimas chega a aproximadamente R$ 19 mil.
A investigação foi conduzida pelo 2º Distrito Policial após uma mulher denunciar, em maio de 2026, que havia contratado o suspeito para atuar em uma ação relacionada à morte do filho em um acidente de trânsito. Ela entregou mais de R$ 3 mil ao homem, acreditando que o valor seria destinado a honorários e despesas do processo.
O companheiro da vítima, de 44 anos, também contratou o investigado e entregou cerca de R$ 6 mil. Segundo a PC-RR, ele recebeu um documento que aparentava comprovar o pagamento e foi orientado a procurar uma agência do Banco do Brasil para sacar uma quantia que supostamente teria direito a receber, porém o documento pertencia a outra situação.
Investigação identificou outras vítimas
O inquérito foi instaurado em 26 de maio de 2026. Durante as diligências, os policiais analisaram relatos, comprovantes de pagamentos e documentos apresentados pelo investigado.
A consulta à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) confirmou que o homem não possuía inscrição válida para exercer a profissão. A polícia também descobriu que ele utilizava indevidamente o número de registro de outro advogado.
Ao todo, foram identificadas nove vítimas, com prejuízos que somam aproximadamente R$ 19 mil. Os casos ocorreram entre abril de 2025 e maio de 2026, e apresentavam o mesmo padrão, onde o homem se passava por advogado, prometia resolver processos, obter indenizações ou liberar benefícios e cobrava valores antecipadamente. Depois de receber o dinheiro, não realizava os serviços prometidos.
Pedido de prisão
Em 10 de junho, o delegado Vinicius do Vale Oliveira pediu a prisão preventiva do investigado e o bloqueio das contas bancárias para preservar recursos que possam ser utilizados no ressarcimento das vítimas.
A Justiça negou a prisão, mas autorizou o bloqueio das contas, que foi cumprido. O homem foi indiciado por nove crimes de estelionato e pela contravenção penal de exercício ilegal da profissão. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público do Estado de Roraima (MP-RR) para análise e adoção das medidas cabíveis.
