*Da Redação Dia a Dia Notícia
Angelita Manoela Rodrigues foi vítima de feminicídio na tarde desse domingo, 16, dentro de um supermercado na região da Praça Santa Clara de Assis, no Morro Grande, zona Norte de São Paulo. Ela foi atacada a golpes de faca pelo ex-companheiro, Lafayete Gonzaga da Silva, enquanto aguardava em uma fila do estabelecimento, mesmo diante de outros clientes e crianças. Imagens da câmera de segurança registraram o momento em que pessoas próximas se assustam com a agressão e deixam o local.
Após o ataque, Lafayete tentou fugir do supermercado, mas foi contido e encaminhado por uma equipe policial à delegacia. Ele permaneceu preso e, nesta segunda-feira, 17, teve a prisão convertida em preventiva após passar por audiência de custódia.
Angelita foi socorrida e levada ao Hospital Brasilândia, mas não resistiu aos ferimentos. As imagens de segurança mostram a movimentação dentro do estabelecimento logo após o ataque.
A defesa de Lafayete, representada pelo escritório da advogada Sarha Rosenbaum, afirmou que as provas necessárias para esclarecer o caso serão apresentadas durante o processo. Segundo os advogados, a audiência de custódia tem como objetivo analisar a legalidade da prisão e a integridade física do custodiado, sem antecipar uma decisão sobre culpa ou responsabilidade penal.
Defesa da vítima
Segundo a apuração por Portal g1, A defesa de Angelita, representada pelo escritório da advogada Mariângela Diaz Brossi, informou que acompanha as investigações e as medidas judiciais relacionadas ao caso. Os representantes afirmaram que buscam o completo esclarecimento das circunstâncias que envolveram a morte da vítima e a preservação de elementos que possam contribuir para a reconstrução dos fatos.
A defesa também ressaltou a necessidade de que a investigação seja conduzida de maneira independente, técnica, rigorosa e imparcial, com análise de todas as circunstâncias e provas disponíveis. Os advogados afirmaram ainda que, caso as investigações confirmem a prática de crimes, os responsáveis devem ser responsabilizados conforme a lei.
