*Da Redação Dia a Dia Notícia
O vereador Allan Campelo (Podemos) chamou de “indigentes” os assessores que, segundo ele, estavam sem credencial durante a sessão da Câmara Municipal de Manaus (CMM) na manhã desta segunda-feira, 17. A declaração ocorreu enquanto o parlamentar reclamava da quantidade de assessores presentes na Casa e pedia à Mesa Diretora esclarecimentos sobre as regras para presença desses profissionais no local, além de associar a falta de credencial à possibilidade de a pessoa ser “um ladrão” ou estar no plenário para cometer alguma irregularidade.
Reclamação sobre quantidade de assessores
Durante o pronunciamento, Campelo afirmou que se sente incomodado com a presença de assessores próximos aos vereadores, especialmente quando utiliza o telefone ou consulta documentos que considera sigilosos. Segundo ele, profissionais estariam circulando pelo plenário e até filmando os parlamentares durante as sessões.
“Gostaria de pedir ajuda aqui dos vereadores de mais mandatos, e da Mesa e do presidente, relacionado ao quantitativo de assessores que cada vereador pode ter aqui”, afirmou.
O vereador questionou se a definição sobre a quantidade de assessores no plenário é uma prerrogativa da Presidência ou da Mesa Diretora. Na avaliação dele, deveria haver uma limitação para a permanência desses profissionais durante as sessões.
“Na minha opinião, teria que ficar cada vereador no máximo com um assessor aqui, e se quisesse um outro, esse sairia e entraria o outro”, declarou.
Críticas aos assessores sem credencial
Ao continuar a reclamação, Campelo destacou a presença de assessores que, segundo ele, não estariam utilizando credencial de identificação. O vereador também afirmou que a situação dificulta saber quem está autorizado a permanecer no espaço.
“Porque eu tô vendo que a coisa tá meio bagunçada, inclusive assessores sem credenciais, que eu não sei se é um ladrão que tá aqui atrás ou um cara que entrou aí pra fazer alguma coisa errada”, disse.
Na sequência, o parlamentar afirmou: “Até porque quem não tem credencial é um indigente”.
A declaração ocorreu durante a discussão sobre a circulação de assessores no plenário e a necessidade de estabelecer regras mais claras para identificação e permanência desses profissionais.
O parlamentar também afirmou que a presença de pessoas próximas aos parlamentares poderia expor conversas e documentos antes que os próprios vereadores tivessem conhecimento de possíveis informações divulgadas posteriormente pela imprensa.
“Daqui a pouco a gente tá conversando alguma coisa no ‘zap’ ou um documento, uma denúncia e os portais ficam sabendo antes da gente”, afirmou.
Ao final, o vereador pediu ajuda dos parlamentares com mais tempo de mandato e da Presidência da CMM para avaliar a situação e definir critérios para a presença dos assessores durante as sessões.
