Paraná confirma dois casos de hantavírus e investiga outras 11 suspeitas
*Da Redação Dia a Dia Notícia
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou dois casos de hantavírus no estado, registrados nos municípios de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa. O paciente de Pérola d’Oeste é um homem, de 34 anos, com caso confirmado em abril, enquanto o de Ponta Grossa é uma mulher de 28 anos, diagnosticada em fevereiro. Outros 11 casos seguem em investigação e 21 já foram descartados pelas autoridades de saúde.
Segundo a secretaria, o monitoramento da hantavirose segue sendo realizado de forma contínua no estado, que considera a doença sob controle no momento.
O alerta ganhou repercussão após a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgar registros de casos e mortes pela doença em um navio de cruzeiro que fazia o trajeto entre a Argentina e Cabo Verde.
Segundo o secretário estadual de Saúde, Cesar Neves, o cenário atual não indica motivo para preocupação elevada.
“Este ano tivemos apenas dois casos. No ano passado, foi registrado um caso e nenhum óbito. Devemos tomar precauções, mas quero tranquilizar a população: não há motivo para pânico ou preocupação exacerbada”, afirmou.
Foto: Reprodução
A hantavirose é uma doença viral transmitida principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados.
A transmissão também pode ocorrer por contato do vírus com mucosas, arranhões ou mordidas dos animais contaminados.
Quando evolui para quadros mais graves, a doença pode causar a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) e, em casos severos, a síndrome da angústia respiratória aguda.
Entre os sintomas iniciais estão febre, dores no corpo, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais. Em fases mais avançadas, os pacientes podem apresentar dificuldade respiratória, tosse seca e queda da pressão arterial.
Segundo as autoridades de saúde, não existe tratamento específico para a infecção causada pelo hantavírus. O atendimento é realizado com medidas de suporte médico e acompanhamento hospitalar.
A recomendação é procurar atendimento médico imediatamente ao surgimento dos primeiros sintomas.
Nota
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