*Da Redação Dia a Dia Notícia
A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) se manifestou, por meio de nota, e afirmou não aceitar ações que possam ser interpretadas como tentativa de censura dentro da instituição. O posicionamento ocorre após um grupo de influenciadores rasgarem cartazes informativos dentro do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS) alegando serem ‘ideologias de esquerda’. Também em reação ao episódio, a União Estadual dos Estudantes (UEE-AM) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) realizaram uma manifestação no campus em defesa ao espaço acadêmico.
A instituição destacou que o ambiente universitário deve ser preservado como espaço de livre circulação de ideias, produção científica e respeito às diferenças. A Ufam informou ainda que acompanha o caso internamente e avalia a necessidade de adoção de providências administrativas.
Leia a nota na íntegra divulgada pela Revista Cenarium:
“A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) afirma que o campus universitário é um espaço pautado pela pluralidade de ideias, pelo debate democrático e pela convivência entre diferentes posições.
Diante dos fatos registrados no Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), a instituição reforça que não coaduna com discursos de ódio, de violência ou com ações que possam ser classificadas como tentativa de censura. Atos que buscam silenciar manifestações contrariam a própria natureza da produção de conhecimento e o papel constitucional da universidade pública.
A Ufam informa que poderá adotar medidas administrativas cabíveis e acionar as autoridades competentes caso identifique violações ao direito de livre manifestação e danos ao patrimônio. A defesa da universidade está diretamente ligada à garantia da liberdade de pensamento e à manutenção de um ambiente seguro para toda a comunidade acadêmica.”
Entidades estudantis também se posicionaram após o episódio, defendendo que o campus deve permanecer como ambiente seguro para o debate de ideias acadêmicas e políticas, sem ações que sugiram intimidação ou repressão aos conteúdos expostos pelos alunos no ambiente acadêmico.
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A universidade também realizou uma publicação nas redes sociais, onde afirmou “não haver espaço para o ódio”, pontuando que qualquer forma de violência ou discurso de ódio atentam contra a dignidade humana e são crimes.
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